Cotidianizar os processos educativos: gestos situados e emancipatórios do educar pela arte
situated and emancipatory gestures of educating through art
DOI:
https://doi.org/10.51359/2763-8693.2026.268399Palavras-chave:
educação pela arte, cotidiano escolar, desobediência, pedagogias dissidentesResumo
O presente artigo se debruça sobre a possibilidade de cotidianizar os processos educativos, dimensionando-os como um gesto ético, estético e político intrínseco à prática de educar pela arte. Com base em experiências na Educação Infantil, problematiza-se como o cotidiano escolar, atravessado por experiências sensíveis, pode se constituir em espaço de criação e emancipação. Inspirado nas pedagogias dissidentes e nas metodologias artísticas, o estudo dialoga com autores como Haraway (2009), Biesta (2017, 2022), Atkinson (2018) e Walsh (2009) para pensar a educação como prática inventiva e contextual. Argumenta-se que os gestos docentes, quando atravessados pela arte e pela vida cotidiana das crianças, produzem deslocamentos epistemológicos e abrem brechas para o reconhecimento de saberes muitas vezes periferizados.
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