Gaveta, museu e vitrine: dispositivos de retenção do tempo e sobrevivência da memória
DOI:
https://doi.org/10.51359/2763-8693.2026.269072Palavras-chave:
objetos, vitrine, gaveta, Artes Visuais, memóriaResumo
O artigo tem como objetivo investigar a vitrine como um dispositivo de retenção do tempo nas Artes Visuais, relacionada à sobrevivência da memória. Nesta discussão, emergem as questões relacionadas ao arquivo, às coleções e objetos do cotidiano, e, por isso, me aproximo da metodologia da pesquisa autobiográfica em Arte, conforme Manoela Rodrigues, para amparar essas reflexões. A fim de pensar a vitrine como espaço expositivo que opera na construção poética de outras realidades e ficções, apresento obras de artistas como Herbert Distel, Rosangela Rennó, Sophie Calle, Helene Sacco, Joseph Beuys e Joseph Cornell, que se utilizam da vitrine como dispositivo relacionado à retenção do tempo e da memória em suas obras. Conclui-se que esse dispositivo possibilita a sobrevivência da memória ao deslocar objetos do cotidiano de sua função utilitária, inserindo-os em uma nova ordem simbólica que favorece a construção de sentidos sensíveis e afetivos.
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