Vocábulos artísticos contemporâneos: poeira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2763-8693.2026.269136

Palavras-chave:

poeira, vocábulo, materialidade, processos artísticos

Resumo

O texto investiga a materialidade da poeira a partir da ativação gráfica [nº 007], de 2024, produzida a partir da implosão do edifício de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (RS), localizado em Porto Alegre, após um incêndio. Partindo da publicação composta por dobras, cores, escrita e fotografia ao capturar o evento efêmero da implosão dentro da rotina cotidiana da vida doméstica, este artigo objetiva compreender a experiência e os usos da poeira como elemento temático, material ou procedimental em Arte Contemporânea, lançando-se mão do formato vocabular. Apoiado em autores como Georges Didi-Huberman, Carolyn Steedman, David Campany, François Dagognet e outros, este texto discute a poeira como elemento transitório, movente e paradoxal entre a destruição e a criação, o visível e o invisível, ao dialogar com a obra de Marcel Duchamp e a escrita de Georges Bataille. Com isso, o trabalho objetiva compreender a poeira para além de desperdício, como instância que desafia categorias rígidas através da escrita fragmentária.

Biografia do Autor

Fercho Marquéz-Elul, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Artista visual, pesquisador, professor, tradutor, escritor e editor. Doutor e mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com doutorado sanduíche pela Universitat de Barcelona, Espanha.

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Publicado

17.08.2026

Como Citar

Marquéz-Elul, F. (2026). Vocábulos artísticos contemporâneos: poeira. Cartema, 17(17), 1–14. https://doi.org/10.51359/2763-8693.2026.269136

Edição

Seção

Dossiê: Processos Artísticos do Cotidiano - Artigos