A arte do romance segundo Osman Lins

Inara Ribeiro Gomes

Resumo


"Em seus quatro séculos de existência, o romance tem evoluído como um campo quase ilimitado por uma elasticidade que permite acolher uma diversidade de modos de conhecimento, de expressão, de tipos de discurso. Milan Kundera (1986) disse que há uma visão implícita da história do gênero inclusa na obra de cada romancista.

Essa observação vale para Osman Lins. O conjunto de sua prosa de ficção comporta a sua versão pessoal dessa história, haurida de uma tradição na qual ele se exercita para poder ir adiante, valorizando o aprendizado artesanal do ofício. A partir de Nove, novena (1966), abandona o registro realista para adentrar o âmbito de uma ficção genuinamente moderna, sobretudo pelo acentuado teor de auto-reflexão, apanágio de uma arte codificada, abstrata e não-representativa, que cobra uma apreensão sem trespasse direto à referencialidade, em termos do próprio jogo ficcional."


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Referências


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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i01p%25p

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