Alberto Pucheu e o campo intensivo do ensaio

Roberto Corrêa dos Santos

Resumo


"Para entrar nos tão ardorosos ensaios de Pelo Colorido, para além do Cinzento (a literatura e seus entornos interventivos), de Alberto Pucheu, é preciso ter em mente haver ali uma escolha e uma decisão radicais de mover-se com vista a construir, para além de um projeto e de um programa, uma obra de escrita da Crítica que tenha por norte dois grandes signos: a simpatia (o afetuoso aproximar-se do que seja da ordem do afirmativo) e a intensidade (o árduo operar, dando-se com todo o corpo). Precisamos, diz Alberto Pucheu, para lidarmos com o calor da literatura – nome possível para diversas e potentes modelagens discursivas – conhecer o ar, pôr em movimento os músculos, abrir-nos ao trabalho de tornarmo-nos firmes, leves, flexíveis e, portanto, senhores das articulações, dos cruzamentos, dos embates, das descosturas e das ligas, das sabedorias provenientes das idas sem temor às artes fabulosas do escrever, saltando por sobre fechamentos e fórmulas empobrecedoras, inválidas se diante de processos escripturais ricos e complexos que em enérgicos fazeres do pensamento-em-letra se conjugam, bem fora das divisões miúdas de territórios e gêneros textuais. [...]"

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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i01p%25p

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