O edifício Martinelli em Avalovara, de Osman Lins

Margot Ines Villas Boas Caruccio

Resumo


Resumo:

Este trabalho reflete sobre a representação do edifício Martinelli em Avalovara como moradia de , personagem feminina principal do romance e último amor de Abel, também protagonista. Símbolo de ascensão urbana, o edifício arranha-céu invade as cidades na virada do século XIX para o XX. Em São Paulo, é exemplar o edifício Martinelli, inaugurado com toda pompa no final dos anos 1920. Após um período de quarenta anos de glórias, o edifício entra em decadência. A escuridão dos corredores do Martinelli, vivenciada pela personagem , o mau cheiro que exala de certos andares, a violência dentro do edifício e os elevadores constantemente estragados são indícios da decadência e estagnação que inundou o país nesses “anos de chumbo”. Escrito na época da ditadura militar, Avalovara questiona o que significa criar em um país sufocado pela opressão política e as consequências nefastas da ditadura militar.

Palavras-chave: Martinelli, Medieval, Avalovara de Osman Lins.

 

Abstract:

This work reflects on the representation of the building Martinelli in Avalovara as villa of   main female character in the novel and last love Abel also protagonist. Symbol rise urban building skyscraper invades the cities at the turn of the nineteenth to the twentieth. In São Paulo, the Martinelli Building, inaugurated with pomp in the late twenties is exemplary. After a period of forty years of glory, the building decays. The darkness of the corridors of Martinelli, experienced by the character, the bad smell that exudes from certain floors, violence inside the building and elevators are constantly spoiled evidence of decay and stagnation that flooded the country in these "years of lead" Written at the time of military dictatorship, Avalovara questions which means creating a country stifled by political oppression and the negative consequences of military dictatorship.

Keywords: Martinelli, Medieval, Osman Lins‘ Avalovara.


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Referências


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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i13p244-260

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