Políticas Financeiras e os Custos de Agência do Fluxo de Caixa Livre: Evidências no Mercado Acionário Brasileiro

Sandriele Leite Mota, Orleans Silva Martins

Resumo


A teoria do fluxo de caixa livre argumenta que na presença de recursos excedentes, os gestores podem se envolver em desperdício dos recursos disponíveis da empresa em projetos com valor presente líquido (VPL), ou seja, ineficientes, prejudicando os acionistas, gerando os custos de agência dos fluxos de caixas livres. Uma maneira de mitigar a existência destes conflitos seria por meio do emprego de políticas financeiras como o pagamento de dividendos e da dívida, reduzindo os fluxos de caixas excedentes à disposição dos gestores. Nesse sentindo, o presente trabalho tem como objetivo investigar se o pagamento de dividendos e da dívida limitam os custos de agência dos fluxos de caixa livre de empresas brasileiras. A pesquisa se utiliza do modelo econométrico de regressão em dados em painel de efeitos fixos, com dados coletados na base de dados Thomson Reuters® a partir de uma amostra de 1548 observações de 258 companhias abertas listadas na BM&FBovespa, durante o período de 2011 a 2016. Quanto aos resultados encontrados, foi possível constatar uma relação estatisticamente significante entre as políticas financeiras de pagamento de dividendos e dívida e o fluxo de caixa livre de empresas brasileiras, verificando suporte a teoria do fluxo de caixa livre nesse mercado, consistentemente a pesquisas nos Estados Unidos, Turquia e Jordânia. Assim, conclui-se que as políticas financeiras são utilizadas como mecanismos de redução dos excessos de fluxos de caixa à disposição dos gestores, que poderiam ser desperdiçados em projetos com VPL negativos, reduzindo consequentemente os custos de agência do fluxo de caixa livre

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Organização:

Centro de Ciências Sociais Aplicadas

Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis - PPGCC/UFPE