Uma análise sobre o impacto do Novo Padrão IFRS 16 na posição financeira e nos principais índices financeiros de empresas aéreas brasileiras

Autores

  • Rayane de Lima Silva UFPB - PPGCC
  • Paulo Amilton Maia Leite Filho UFPB - PPGCC

Resumo

As variações conceituais que estavam em debate sobre normatização da contabilização de arrendamentos mercantis operacionais tiveram seu fim logo após a publicação da IFRS 16. Esta norma buscou estreitar o gerenciamento de possíveis financiamentos camuflados de arrendamento mercantil, equiparando a evidenciação entre operacional e financeiro, trazendo mais fidedignidade e transparência às demonstrações contábeis. Na transação de arrendamento mercantil financeiro, no início do prazo do arrendamento mercantil, os valores de arrendamento a serem pagos no futuro são indicados como um ativo nos ativos do arrendatário e como dívida no passivo do arrendamento mercantil; enquanto que na locação operacional, o chamado ativo não é visível no balanço do locatário e os pagamentos da locação são refletidos como gasto na demonstração dos resultados. Portanto, as empresas que indicam seus arrendamentos como arrendamentos operacionais adquirem financiamento não registrado. Juntamente com o financiamento não registrado, as empresas diminuem ou ocultam os riscos com os quais podem enfrentar extraindo seus ativos e passivos e também suas receitas e despesas da demonstração financeira. O objetivo desse estudo é examinar a demonstração da posição financeira da empresa arrendatária após a transição para a nova norma de relatório financeiro IFRS 16 e os impactos de mudança nos índices básicos. O
método desenvolvido por Imhoff et al (1991) foi utilizado na capitalização de arrendamentos não registrados pelas companhias. A amostra delimita-se às empresas aéreas Azul e Gol. Os resultados do estudo mostram que o reflexo dos arrendamentos operacionais no balanço patrimonial causará aumentos significativos nos ativos e passivos e, por esse motivo, haverá um aumento significativo na razão entre passivo/ativo e um significativo retorno sobre o ativo e em magnitude distintas para as duas companhias.

Biografia do Autor

Rayane de Lima Silva, UFPB - PPGCC

Aluna do programa de pós-graduação em ciências contábeis pela UFPB. 

Paulo Amilton Maia Leite Filho, UFPB - PPGCC

Doutor em Economia pela UFPE. Professor Titular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

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Publicado

2018-10-04

Edição

Seção

Contabilidade para Usuários Internos