Práticas de Controles Gerenciais: Um Estudo Comparativo entre Empresas Franqueadas e Independentes do Setor de Cosméticos e Perfumaria da Cidade de Recife/PE

Autores

  • EDNA MARIA DE MELO VIEIRA Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras - FAFIC https://orcid.org/0000-0001-6842-9098
  • KARENN PATRÍCIA SILVA SIQUEIRA Mestre em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Pernambuco, UFPE. DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS, ÁREA DE CONTABILIDADE
  • JERONYMO JOSÉ LIBONATI Professor Titular do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade Federal de Pernambuco
  • GILBERTO FERNANDES VIEIRA Professor Adjunto da Unidade Acadêmica de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal de Campina Grande.

Resumo

Este estudo teve por objetivo investigar as principais práticas dos controles gerenciais utilizados nas empresas franqueadas e independentes do segmento de cosméticos e perfumaria da cidade de Recife-PE para posterior análise comparativa. Para atingir tal propósito, realizou uma pesquisa de levantamento na qual aplicou-se um questionário com perguntas fechadas a uma amostra não probabilística de 36 empresas (8 franqueadas e 28 independentes). Os dados obtidos foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial com a utilização de testes não paramétricos (Exato de Fisher e Mann-Whitney). Dentre os principais resultados da análise descritiva, verificou-se que os controles mais utilizados, tanto pelas empresas franqueadas como pelas empresas independentes foram o controle de estoque (87,5% e 96,4%) e o controle de fluxo de caixa (75% e 89,3%) respectivamente, sendo o controle do pagamento dos empréstimos tomados o menos utilizado por ambos os grupos. Além disso, os resultados apontaram para a inexistência de diferença significativa quanto ao uso da maioria dos controles entre as empresas da amostra, o que significa que a utilização de grande parte desses controles independe do perfil de propriedade de ativo da empresa (franquiada ou independente). Entretanto, no que se refere ao controle de gastos, o teste Exato de Fisher apresentou p-value (0,4%), revelando a existência de diferença estatisticamente significante em relação a esse tipo de controle, fato que comprova a predominância de sua utilização pelas empresas independentes. A partir dessas constatações, infere-se que as práticas de controle gerencial, em especial aquelas relacionadas ao controle de gastos, podem apresentar diferenças quanto à sua utilização entre os dois grupos de empresas investigados.

 

Biografia do Autor

EDNA MARIA DE MELO VIEIRA, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras - FAFIC

Mestre em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Pernambuco, UFPE. DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS, ÁREA DE CONTABILIDADE

JERONYMO JOSÉ LIBONATI, Professor Titular do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade Federal de Pernambuco

Doutor em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo, USP Professor Titular do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade Federal de

Pernambuco

GILBERTO FERNANDES VIEIRA, Professor Adjunto da Unidade Acadêmica de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal de Campina Grande.

Professor Adjunto da Unidade Acadêmica de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal de Campina Grande.

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Publicado

2018-10-04

Edição

Seção

Contabilidade para Usuários Internos