Disclosure dos Passivos Contingentes: Análise Comparativa entre Empresas de Mercado Aberto no Brasil e Austrália

Ingrid Laís de Sena Costa, Thamirys de Sousa Correia, Márcia Reis Machado, Wenner Glaucio Lopes Lucena

Resumo


Este artigo teve o objetivo de analisar as diferenças identificadas nos passivos contingentes das firmas listadas na BM&FBovespa do Brasil e ASX da Austrália. Para isso, foi realizada uma revisão de literatura que abordou o disclosure, os passivos contingentes, bem como a teoria que sustenta a pesquisa, teoria de Gray (1988). A amostra foi composta por empresas listadas na BM&FBovespa e ASX, o período analisado é de 2010 a 2015, em que foram coletados a partir das demonstrações financeiras, nas notas explicativas, as informações sobre as categorias que representam as características contingenciais (ambiental, cível, trabalhistas, tributárias e Garantias), além das variáveis que indicadas pelo disclosure do passivo contingente do CPC 25 e AASB 137. Como resultado, foi identificado que no Brasil a característica de passivo contingente predominante é o tributário e na Austrália são as Garantias. Ao passo que com relação a aderência as informações descritas no CPC 25 e AASB 137, verificou-se que as firmas apresentam uma aderência tímida, mas que tanto no Brasil como na Austrália se manteve constante ao longo do período analisado. Ainda, a partir do teste de diferença de média Mann-Whitney verifica-se que a hipótese nula foi rejeitada para quatro características de passivos contingentes abordados (cível, trabalhistas, tributárias e Garantias). Além disso, quanto ao índice que representa o disclosure do passivo contingente pelo CPC 25 e AASB 137, foi identificado diferença de médias entre Brasil e Austrália.


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Organização:

Centro de Ciências Sociais Aplicadas

Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis - PPGCC/UFPE