Zooplankton abundance and biomass in a tropical estuary (Pina estuary-Northeast Brazil).

Eneida Eskinazi SANT'ANNA

Resumo


Foram determinadas as contribuições em abundância e biomassa (peso seco) das frações holoplanctônicas e meroplanctônicas no estuário do Pina (Nordeste do Brasil), durante ciclos diurnos de marés (12h) e em diferentes períodos sazonais (seco e chuvoso). Os copépodos Oithona oswaldocruzi, O. hebes, Euterpina acutifrons e Parvocalanus crassirostris foram as espécies holoplanctônicas com maior contribuição numérica para o zooplâncton total. Entre o microzooplâncton, Favella ehrenbergi e Brachionus plicatilis também apresentaram densidades elevadas. A biomassa zooplanctônica foi alta (média de 136 mg PS m-3, com máximo de 717 mg PS m-3 (período seco) e mínimo de 4 mg PS m-3 no período chuvoso). Não foi constatada uma variação sazonal da biomassa, mas foram registradas alterações significativas em curto espaço de tempo, relacionadas com as correntes de marés, evidenciando as mudanças na estrutura da comunidade zooplanctônica. Os organismos holoplanctônicos apresentaram uma contribuição significativa para a biomassa total. Os organismos meroplanctônicos, apesar de ocorrerem em densidades reduzidas, apresentaram biomassa bastante elevada, destacando-se zoea de Brachyura (máximo de 52 mg PS m-3) e zoeas de outros Crustacea Decapoda (35 mg PS m-3), constituindo-se em populações extremamente importantes na dinâmica energética do sistema. Palavras Chave: estuário, zooplâncton, densidade, biomassa, variação temporal, tropical, Brasil

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DOI: https://doi.org/10.5914/tropocean.v28i1.2711

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