Meiofauna da área recifal da baía de Tamandaré (Pernambuco, Brasil).

Grácia Maria Bártholo MARANHÃO, Verônica FONSÊCA–GENEVOIS, José Zanon de Oliveira PASSAVANTE

Resumo


A meiofauna foi coletada mensalmente de março a dezembro de 1991, em uma área recifal da baía de Tamandaré, junto a foz do estuário do rio Mamucaba, em regime de baixa mar. Quatro estações foram prospectadas: a primeira na parte interna do recife; a segunda na poça rasa de maré; a terceira na poça média de maré, com dois pontos um com muita luminosidade (cerca de 0,3m de profundidade) e o outro com pouca luminosidade (cerca de 0,5m de profundidade) e a quarta estação no encrave com três pontos um com luminosidade intensa (cerca de 1,0m de profundidade), o outro com luminosidade intermediária (cerca de 2,0m de profundidade) e o último com pouca luminosidade (cerca de 3,0m de profundidade). As amostras biosedimentológicas para análise da meiofauna foram coletadas manualmente ou por mergulho em apnéia e acondicionada em garrafas plásticas de 500ml, de cada ambiente recifal também foram coletados sedimentos, servindo às análises granulométricas. Para a obtenção da meiofauna, os sedimentos coletados, sofreram lavagens em peneiras geológicas de 0,044mm e 1,0mm, sob água corrente à pressão graduada, sendo utilizado o material retido na peneira com abertura de malha de 0,044mm. Este material era vertido em placa de Petri, onde três subamostras foram retiradas e analisadas em placa de Dollfus. A meiofauna esteve representada por Turbellaria, Nematoda, Annelida Polychaeta, Archiannelida, Copepoda Harpacticoidea, Copepoda Cyclopoidea, Ostracoda e Acarina. Em termos espaciais a meiofauna apresentou distribuição contínua variando entre 3 e 6 grupos. A meiofauna apresentou diferenças entre os períodos seco e chuvoso, sendo o primeiro menos variável taxonomicamente. A composição quantitativa da meiofauna obteve seu máximo na poça média com luminosidade intensa (0,5m), cuja granulometria é dominada por areia média, com pico máximo de 885ind.500ml-1 em setembro. O coeficiente de Spearman na poça rasa mostrou o maior número de correlações positivas entre os taxa da comunidade. Na granulometria dominou areia grossa a média. Nas poças de menor profundidade a meiofauna apresentou uma maior variação taxonômica, não existindo variação sazonal em relação à granulometria dos sedimentos, a temperatura e aos parâmetros químicos. A meiofauna recifal apresentouse mais estável do que as de linha de praias. Palavras chave: Meiofauna, Baía de Tamandaré, Recifes, Tropical

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DOI: https://doi.org/10.5914/tropocean.v28i1.2717

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