Os estuários do nordeste do Brasil e o desenvolvimento sustentável: usos múltiplos e impactos do rio Timbó, como um estudo de caso.

Adilson Luiz CABRAL, Roberto SASSI, Cristiane Francisca COSTA

Resumo


Fortes competições entre o poder econômico e os usos tradicionais dos recursos e do espaço estuarino no Nordeste do Brasil normalmente promovem grandes impactos e resultam em contrastes sociais e conflitos. Neste trabalho nós inventariamos os diferentes tipos de impactos antropogênicos no estuário do rio Timbó, Estado de Pernambuco, usando um modelo de “checklist” para áreas estuarinas. Foram encontradas grandes diferenças entre as duas margens do estuário quanto aos impactos inventariados. Modificações na paisagem (perdas estéticas) invasões, coletas de moluscos e crustáceos, cortes da vegetação de mangue, navegação, plantações extensivas de coco nas proximidades do estuário, agricultura, e trapiches foram os mais importantes. As melhores localidades (índices de qualidade ambiental superiores a 0,70) foram encontradas somente em comunidades tradicionais. A priorização por Pareto mostrou 15 tipos de interferências respondendo por 80% dos problemas na área. Implicações ecológicas e sociais desses usos conflitantes e impactos são discutidas e medidas de remediação sugeridas. Palavras chaves: Manejo estuarino, conflitos de uso, comunidades tradicionais, relação sociedadenatureza, Nordeste do Brasil.

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DOI: https://doi.org/10.5914/tropocean.v33i2.5062

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