Estudo da contaminação por metais pesados em peixes e mexilhão da Baia de Guanabara - Rio de Janeiro

Helena do Amaral KEHRIG, Mônica COSTA, Olaf MALM

Resumo


Foram determinados Hg, Zn, Cu, Fe, Cr, Ni, Cd, Pb nos tecidos moles do mexilhão (Perna perna) e tecido muscular dos peixes (Micropogonias furnieri e Mugil liza) da Baía da Guanabara. A baia é impactada por lançamento de esgotos sanitários, óleo e metais pesados. O peixe carnívoro, M. furnieri, apresentou a maior concentração média de Hg (0,2 ± 0,1 µg.g-1 p.u.), se comparada com a apresentada pelos demais organismos estudados. O molusco filtrador, P. perna, apresentou as maiores concentrações médias de metais essenciais: 1,4 ± 0,4 µg Cu.g-1 p.u., 28,0 ± 14,0 µg Zn.g-1 p.u., 31,6 ± 22,1 µg Fe.g-1 p.u. e não essenciais 1,8 ± 0,6 µg Ni.g-1 p.u. e 0,5 ± 0,1 µg Cr.g-1 p.u.. As três espécies estudadas apresentaram as concentrações médias de cádmio semelhantes, 0,07 ± 0,03 µg.g-1 p.u. O peixe iliófago, M. liza apresentou a menor concentração média de Pb (0,4 ± 0,2 µg.g-1 p.u.). As concentrações de metais nos mexilhões variaram em função do local de coleta e qualidade da água. Provavelmente, as baixas concentrações de metais estão relacionadas às condições eutróficas da baia, e elevada carga de material em suspensão e produtividade biológica. Assim, os metais tendem a complexar-se fortemente ou adsorver-se ao material particulado, diminuindo o tempo de residência na coluna d’água e a disponibilidade biológica. Palavras chaves: Baía de Guanabara, metais pesados, mexilhão, peixes, hábito alimentar.

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DOI: https://doi.org/10.5914/tropocean.v35i1-2.5081

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