Educação ambiental como instrumento de gestão comunitária de ecossistemas manguezais do canal de Santa Cruz (PE, Brasil)

Maryse Nogueira PARANAGUÁ, Viviane Lúcia dos Santos ALMEIDA, Mauro de MELO JÚNIOR, Marcos Souto ALVES, Henrique Monteiro de BARROS

Resumo


A prática da educação ambiental é ainda incipiente, apesar de ser um importante instrumento mobilizador dos vários segmentos da sociedade. Este trabalho apresenta uma síntese das experiências realizadas nos manguezais do Canal de Santa Cruz, Pernambuco - Brasil, objetivando a formação de competências locais para a avaliação e monitoramento das condições ambientais de ecossistemas costeiros que constituem a base de seu sustento tradicional. Foram oferecidas oficinas de transferência de conhecimento aos filhos de pescadores provenientes de comunidades carentes próximas aos manguezais da região, possibilitando um contato direto dos grupos locais com o conhecimento formal transmitido. O objetivo geral destes programas foi formar guias ambientais para multiplicação dos conhecimentos. Destacaram-se entre as atividades realizadas: confecção de cartilhas didáticas; produção de caixas zoológicas com ênfase às espécies de importância econômica para a região; criação de histórias em quadrinhos com temas trabalhados em sala de aula; visitas ao campo e coleta didática de organismos. Secundariamente, realizou-se a introdução de viveiros de mudas de mangue-vermelho Rhizophora mangle L. em habitações localizadas em áreas de manguezal. Aliando teoria e prática, permitiu-se que os alunos desenvolvessem uma melhor compreensão da dinâmica do ecossistema manguezal, seu papel ecológico e a importância de sua conservação, a partir de seus conhecimentos prévios. Ao término das atividades, observamos que os jovens assimilaram grande parte dos conhecimentos transmitidos, despertando em cada um a preocupação pela conservação e preservação dos recursos dos manguezais da região. Palavras-chave: Comunidades tradicionais, educação ambiental, manguezal, Nordeste do Brasil.

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DOI: https://doi.org/10.5914/tropocean.v38i1.5174

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