Field study of a simulated subsurface gas blowout in tropical and shallow water along the Brazilian Coast.

Fabiana S. LEITE, Moacyr ARAUJO, Marcus A. SILVA, Rodolfo A. SILVA, Pedro TYAQUICA, Enrique L. DROGUETT

Resumo


Apesar da exploração marinha de óleo e gás ter experimentado um rápido crescimento em regiões de baixa latitude, poucos experimentos em águas rasas tropicais têm sido publicados pela comunidade científica. Este estudo foi desenvolvido com o objetivo de incrementar o conhecimento acerca do comportamento de uma pluma de gás natural durante um vazamento acidental em águas rasas tropicais. Experimentos de campo foram realizados através da reprodução in situ de um vazamento de gás natural a aproximadamente 30 m de profundidade ao largo do Porto de Suape, na costa nordeste do Brasil. Quatro cenários distintos foram associados a diferentes fluxos de gás e períodos sazonais. Os fluxos de gás liberados durante os cenários foram configurados para 3.000 e 9.000 L.h-1 (vazões baixa e alta, respectivamente). Durante o verão austral foram registrados ventos de leste-nordeste com intensidade média de 7,2 m.s-1 ; altura significativa das ondas por volta de 0,9 m propagando-se para oeste; intensidade de corrente na superfície de aproximadamente 0,5 m.s-1 com direção sul-sudoeste; estratificação vertical; deslocamento das plumas na direção sul-sudoeste e largura das plumas de até 2,7 m perto da superfície. Durante o inverno austral foram observados ventos de sudeste com intensidade média de 6,6 m.s-1 ; altura significativa das ondas por volta de 1,6 m propagando-se para noroeste; intensidades de corrente superficiais similares às do verão direcionando-se para nordeste; uma coluna d’água levemente misturada; plumas de gás com largura maior do que 1,3 m próximo à superfície e deslocamento para nordeste-norte. O movimento das plumas foi influenciado pelas forçantes de maré e meteorológica, nesta ordem. A diferença no diâmetro da pluma ocorreu principalmente na camada mais próxima à superfície. As medições de correntes indicaram que as bolhas de gás não afetam a hidrodinâmica local. Palavras chave: Dados experimentais, Gás natural, Vazamentos submarinos, Atlântico tropical.

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DOI: https://doi.org/10.5914/tropocean.v40i2.5340

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