Caracterização sedimentológica e geoquímica do apicum do sistema estuarino do rio Itapessoca, Goiana, Pernambuco, Brasil

Thaís de Santana OLIVEIRA, Roberto Lima BARCELLOS

Resumo


O presente estudo caracterizou o apicum do sistema estuarino do Rio Itapessoca em Goiana, Pernambuco, por meio da análise da distribuição sedimentar atual. Para isso, foram realizadas análises granulométricas e dos conteúdos de matéria orgânica total e carbonato biodetrítico, correlacionando-os aos condicionantes locais. E caracterizou-se a composição isotópica de carbono ( 13C) e nitrogênio ( 15N) da matéria orgânica contida nos sedimentos superficiais de 11 amostras coletadas. Os resultados obtidos foram homogêneos e indicaram sedimentos arenosos, de diâmetro médio areia fina (2,00-3,00φ), predominando sedimentos moderadamente a pobremente selecionados e com baixos conteúdos de lama. Observaram-se diferenças sutis entre as amostras localizadas próximas ao canal do Rio Itapessoca (estações 7-11), com maiores teores de carbonatos, lamas e matéria orgânica, e as amostras localizadas na porção mais continental (estações 1-6) compostas de sedimentos arenosos estéreis. Os teores de carbono orgânico e nitrogênio também se apresentaram muito baixos (0,19-0,62%C e 0,003-0,031%N), porém com leve aumento em duas amostras nas proximidades do manguezal (0,38 e 0,62%C). A matéria orgânica sedimentar, para a razão isotópica δ13C, indicou ser de origem mista tendendo a marinha (-22,5 a -19,3‰PDB), influenciada pelo aporte de água estuarino (-20,0‰PDB). A razão isotópica δ15N apresentou um comportamento particular para a área. Os percentuais de matéria orgânica total (2,43 a 5,40%) e carbonato biodetrítico (1,7 a 7,7%) mostraram baixa concentração, sendo os valores mais elevados relacionados com a proximidade do rio e nos locais com maior quantidade de lama nos sedimentos. Tais características dos dados atuais foram similares aos poucos trabalhos anteriores realizados em áreas de apicum. Palavras chaves: planície hipersalina, mangue, sedimento, matéria orgânica.

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DOI: https://doi.org/10.5914/tropocean.v42i3.5772

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