DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E SAZONAL DA CLOROFILA A FITOPLANCTÔNICA E HIDROLOGIA DO ESTUÁRIO DO RIO TIMBÓ (PAULISTA – PE)

Christiana Kelly da Silva GREGO, Fernando Antônio do Nascimento FEITOSA, Marcos HONORATO DA SILVA, Manuel de Jesus FLORES MONTES

Resumo


Este trabalho foi realizado no estuário do rio Timbó, situado no litoral norte de Pernambuco. Trata-se de uma área com intensa atividade pesqueira e que vem sofrendo uma forte pressão antrópica por lançamento de efluentes domésticos, industriais, e atividade turística. Com o intuito de caracterizar o ambiente em função da comunidade fitoplanctônica e da hidrologia desenvolveu-se este trabalho, procurando-se também comparar os dados atuais com os pretéritos. As coletas foram realizadas no período seco (out, nov, dez/2002) e chuvoso (maio, jun, jul/2003) na baixa-mar e preamar. Exceto a temperatura e a salinidade, todos os demais parâmetros foram coletados na superfície com garrafa de Kitahara. A transparência da água esteve maior no período de estiagem; a taxa de saturação do oxigênio dissolvido variou desde zona semipoluída a supersaturada; o regime salino variou de mesoalino a eualino e sua distribuição vertical possibilitou classificar o estuário como sendo do tipo bem misturado; os sais nutrientes apresentaram-se mais elevados durante a baixa-mar e a biomassa algal variou de 2,43 a 160,39mg. m-3 sendo característica de área eutrófica. Baseado na ACP (Análise dos Componentes Principais) a clorofila a correlacionou-se diretamente com o material em suspensão e o silicato e inversamente com a transparência da água. Em análise comparativa com os dados pretéritos, levando-se em conta os parâmetros, oxigênio, nitrito e fosfato, ficou evidente um aumento da ação antrópica sobre o ambiente. Palavras – chave: biomassa fitoplanctônica, estuário, hidrologia.

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DOI: https://doi.org/10.5914/tropocean.v32i2.8025

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