OS INDÍGENAS NOS LIVROS DIDÁTICOS: UMA ABORDAGEM CRÍTICA

Autores

  • Fernando Gaudereto Lamas UFJF
  • Gabriel Braga Vicente Discente do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Natasha Silva Mayrink Discente do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Resumo

A pesquisa analisou um dos possíveis impactos da promulgação da Lei 11.645/08, a saber: as mudanças ocorridas – ou não – nos livros didáticos de História. Para tal realizamos um levantamento em coleções didáticas, anteriores e posteriores à promulgação da referida Lei. Analisamos quatro coleções de Ensino Fundamental (anteriores) e duas de Ensino Médio (posteriores). Ficou patente que, mesmo antes da obrigatoriedade do ensino de história indígena, aspectos referentes à organização política, alimentação, trabalho, moradia, entre outras, especialmente quando se referia ao período anterior à chegada dos europeus foram levados em consideração. As coleções do Ensino Médio não apresentaram nada de diferente, tratando os indígenas de maneira mais aprofundada somente nos capítulos dedicados à conquista e colonização, tal como antes da Lei 11.645/08. Verificou-se, portanto, que a promulgação de uma lei, por mais importante que seja, pouco ou nada modifica a realidade.

 

Biografia do Autor

Fernando Gaudereto Lamas, UFJF

Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professor do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

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Publicado

25.02.2017