A QUESTÃO DA ÉTICA, DO TRABALHO E DA VELHICE NO DEBATE SOBRE A INSTRUMENTALIDADE DO SERVIÇO SOCIAL: Um ensaio em defesa da vida, da ciência e da superação do sistema do capital

Autores

Resumo

No momento em que a crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19 exacerba as contradições do capital e com elas desnuda o racismo estrutural e o ageísmo como manifestações que compõem a complexa totalidade dos sistemas de mediações da questão social brasileira, a negação da ciência influencia o combate ao vírus (e suas variantes), dinamiza a sua proliferação e o seu crescimento no país, tornando-o um importante aliado na devastação de vidas em toda a sociedade brasileira, mas, principalmente, da parcela da classe trabalhadora negra que, ao vivenciar o desemprego, a informalidade e as relações de trabalho mais precárias, tem uma condição de vida diferenciada e abaixo do nível médio normal da classe trabalhadora brasileira. Apresentamos, neste escrito, uma discussão sobre as determinações sociais nos diferentes e desiguais processos de envelhecimento, marcadamente em tempos tão difíceis de se viver, quando recrudescem o racismo e o ageísmo no nosso País. Objetivamos contribuir para o debate sobre o trabalho, a instrumentalidade do Serviço Social e as suas aproximações e produções sobre o envelhecimento humano na perspectiva da totalidade social. Certamente, um dos nossos maiores desafios é o reconhecimento das determinações mais fundamentais e sua articulação com as expressões fenomênicas em suas enganosas singularidades imediatas, para então restabelecer, no nível da representação, a ligação ôntica entre a lógica capitalista e a multifacetada questão social, tanto nas suas formas de pauperização como na resistência.

Palavras-Chave: Ética, Trabalho, Velhice, Racismo e Ageísmo

Biografia do Autor

Cícera Gomes, Universidade Estadual do Ceará

Assistente social. Doutora em Serviço Social. Professora universitária, educadora ambiental.

Erlenia Sobral

Graduada em Serviço Social. Doutora em Serviço Social pela UFPE. Docente do Departamento de Serviço Social da Universidade Estadual do Ceará.

Jonorete de Carvalho Benedito, UFAL

Graduada em Serviço Social. Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Envelhecimento, Políticas Públicas e Sociedade, da Unesp. Atua no Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Maceió.

Sálvea Campelo e Paiva, UPE

Graduada em Serviço Social. Doutora em Serviço Social pela UFPE. Coordenadora-geral do Núcleo de Gerontologia Social do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade de Pernambuco.

Tereza Cristina Santos Martins, Universidade Federal de Sergipe

Graduada em Serviço Social. Doutora em Serviço Social pela UFPE. Docente do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Sergipe. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Trabalho, Questão Social e Movimento Social.

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Publicado

2021-12-31