A QUESTÃO DA ÉTICA, DO TRABALHO E DA VELHICE NO DEBATE SOBRE A INSTRUMENTALIDADE DO SERVIÇO SOCIAL: Um ensaio em defesa da vida, da ciência e da superação do sistema do capital
Resumo
No momento em que a crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19 exacerba as contradições do capital e com elas desnuda o racismo estrutural e o ageísmo como manifestações que compõem a complexa totalidade dos sistemas de mediações da questão social brasileira, a negação da ciência influencia o combate ao vírus (e suas variantes), dinamiza a sua proliferação e o seu crescimento no país, tornando-o um importante aliado na devastação de vidas em toda a sociedade brasileira, mas, principalmente, da parcela da classe trabalhadora negra que, ao vivenciar o desemprego, a informalidade e as relações de trabalho mais precárias, tem uma condição de vida diferenciada e abaixo do nível médio normal da classe trabalhadora brasileira. Apresentamos, neste escrito, uma discussão sobre as determinações sociais nos diferentes e desiguais processos de envelhecimento, marcadamente em tempos tão difíceis de se viver, quando recrudescem o racismo e o ageísmo no nosso País. Objetivamos contribuir para o debate sobre o trabalho, a instrumentalidade do Serviço Social e as suas aproximações e produções sobre o envelhecimento humano na perspectiva da totalidade social. Certamente, um dos nossos maiores desafios é o reconhecimento das determinações mais fundamentais e sua articulação com as expressões fenomênicas em suas enganosas singularidades imediatas, para então restabelecer, no nível da representação, a ligação ôntica entre a lógica capitalista e a multifacetada questão social, tanto nas suas formas de pauperização como na resistência.
Palavras-Chave: Ética, Trabalho, Velhice, Racismo e Ageísmo
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