PERFIL CONSTRUTIVO DAS FORTIFICAÇÕES PORTUGUESAS DA CAPITANIA DE PERNAMBUCO ATÉ 1630

Autores

  • Manuela Xavier Gomes de Matos Discente, Programa de Pós Graduação em Arqueologia, UFPE
  • Paulo Martin Souto Maior Departamento de Arqueologia, UFPE

DOI:

https://doi.org/10.20891/clio.V33N1p78-127

Palavras-chave:

Fortificações, século XVII, Pernambuco.

Resumo

O perfil construtivo de três fortificações da antiga Capitania de Pernambuco nas primeiras décadas do século XVII, período anterior à ocupação holandesa, revelou, através de dois remanescentes (Forte de São Francisco da Barra, de 1606, e Forte de São Francisco de Olinda, de 1620) e de iconografias (Forte de São Jorge, de 1590), que essas construções foram influenciadas por modelos descritos em tratados de fortificação europeus da época. Além do mais as adaptações à realidade de material, mão de obra, recursos e postura colonizadora impuseram certas restrições e adaptações. Identificar essas transformações foi o objetivo principal desta pesquisa.

 

CONSTRUCTIVE PROFILE OF PORTUGUESE FORTIFICATIONS IN CAPITANIA OF PERNAMBUCO UNTIL 1630

ABSTRACT

The constructive profile of three fortifications of the Captaincy of Pernambuco in the first decades of the 17th Century, before the Dutch occupation, revealed, through two remnants (Forte de São Francisco da Barra, 1606, and Fort de São Francisco de Olinda, 1620) and of iconographies (Fort de São Jorge, 1590), that these constructions were influenced by models described in European fortification treaties. Moreover, adaptations to the reality of material, labor, resources and colonizing posture have imposed certain restrictions and adaptations. Identifying these transformations was the main objective of this research.

Keywords: Fortifications; 17th century; Pernambuco

Referências

ALMEIDA, Carlos A. Brochado de. A “couraça nova” da vila de Melgaço: resultado de uma intervenção arqueológica na Praça da República. Portvgalia. Porto: I.A.F.L.U.P., Nova Série, 2003, vol. XXIV. p.165-200.

BARRETO, Annibal. Fortificações do Brasil (resumo histórico). 1ª. ed. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército-Editora, 1958.

CATANEO, Pietro. L’Architettura. Siena,1567. 172p.

CAVALCANTI, Vanildo Bezerra. Recife do Corpo Santo. 2ª. ed. Recife: Bagaço, 2009.397p.

COELHO, Duarte de Albuquerque. Memórias diárias da guerra do Brasil: 1630-1638. 2ª. ed. Recife, Fundação de Cultura da Ciade do Recife, 1982. 366p.

COSTA, Leonor Freire. Portugal e o Atlântico: o significado do império. Simpósio internacional »Novos Mundos – Neue Welten. Portugal e a Época dos Descobrimentos«no Deutsches Historisches Museum, em Berlim, 23 a 25 de Novembro de 2006. 19 p.

COTTA, Francis Albert. Quando os filhos de Marte partem da Lusitânia: o processo de mundialização da cultura militar portuguesa. MIMEO. 12p.

DOGEN, Matthias. L’Architectura Militair e Moderne ou Fortification. Amsterdã, 1648. 548p.

DORÉ, Andréa. Antes de existir o Brasil: os portugueses na Índia entre estratégias da Coroa e táticas individuais. HISTÓRIA, São Paulo, vol. 28. N.1: 2009. p.169-189.

DÜRER, Albrecht. Instruction sur la fortification des villes, bourgs et chateaux. Nuremberg, 1527. 104p.

FERREIRA JÚNIOR, Antônio Vicente et all. Petrologia dos arenitos de praia (beachrocks) na costa central de Pernambuco. Geociências. V. 30, n.4. São Paulo: Unesp, 2011. p.545-559.

GALBEÑO, Juan Carrillo de A. La fortificación abaluartada de la frontera. Universidad de Salamanca: III Jornadas Centro Superior de Estudios de la Defensa Nacional, 2007. p.7-36.

GOLDMAN, Nicolas. La Nouvelle Fortification. Leiden, 1645. 224p. Guia de inventário – Fortificações medievais e modernas. Sacavém: IHRU/SIPA, 2015.120p.

LAGO, Antonio Bernardino Pereira do. Memória sobre o forte do mar em Pernambuco. Revista trimestral do Instituto Histórico, Geographico e Ethnográphico do Brasil. Tomo XXV. Vol. 25. Rio de Janeiro: Kraus Reprint, 1973. p. 589-596.

MATOS, Artur Teodoro. O Império Colonial Português no início do século XVII. MIMEO. 43p.

MATOS, João Barros. Del mar contra la tierra. Mazagán, Ceuta y Diu, primeras fortificaciones abaluartadas em la expansion portuguesa. Tese (Doutorado) – Universidade de Sevilla. Sevilla, 2012. 487p.

MELLO, Evaldo Cabral de. O negócio do Brasil: Portugal, os Países Baixos e o Nordeste, 1641-1669. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. 331p.

MENEZES, José Luiz Mota. RODRIGUES, Maria do Rosário Rosa. Fortificações portuguesas no Nordeste do Brasil. Séculos XVI, XVII e XVIII. Recife: Pool. Editorial S/A, 1986. 158p.

MOREAU, Filipe Eduardo. Arquitetura militar em Salvador da Bahia: séculos XVI a XVIII. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo. São Paulo, 2011. 373p.

ORENSE, Marta Sánchez. La fortificación y el arte militar em los tratados renascentistas: estúdio lexicográfico. Tese (Doutorado) – Universidade de Salamanca. Salamanca, 2012. 916p.

REIS, Nestor Goulart. Contribuição ao estudo da evolução urbana do Brasil (1500/ 1720). São Paulo: Pini, 2000. 239p.

SCAMOZZI, Vicenzo. L’ Idea della Architettura Universale. Veneza, 1615. 391p. Schumann, 1972: p. 34).

SIQUEIRA, Lucília. O nascimento da América portuguesa no contexto imperial lusitano. Considerações teóricas a partir das diferenças entre a historiografia recente e o ensino de História. São Paulo, vol. 28. N.1: 2009. p.99-125.

VALADARES, Pedro Henrique Cabral. A tratadística da arquitetura militar europeia como referência para o Recife fortificado (1537-1654). Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco. Pernambuco, 2014. 150p.

VALLA, Margarida Helena de la Féria. Os engenheiros militares no planeamento das cidades, entre a restauração e D. João V, 1640-1750. Tese (Doutorado) – Universidade de Lisboa. Lisboa, 2007.

WEHLING, Arno. WEHLING, Maria José C. M. Formação do Brasil colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. 401p. Wiesebron, 1994: p.402-406

Downloads

Publicado

2018-07-02

Edição

Seção

Artigo