Prevalência das lesões diagnosticadas na região maxilofacial no laboratório de patologia oral da universidade federal de pernambuco
Autores
Cristiana Araújo Simões
Rafael Claudino Lins
Águida Cristina Gomes Henriques
UFPE
Cláudia Cazal
Jurema Freire Lisboa de Castro
UFPE
Palavras-chave:
prevalência, Exames complementares, Odontologia.
Resumo
O estudo da prevalência das patologias que acometem o complexo maxilofacial é de fundamental importância aos clínicos e aos epidemiologistas de modo a auxiliar no planejamento e estratégias de tratamentos e prevenção das lesões que mais comumente ocorrem em determinado serviço ou região. Objetivo: O presente trabalho, através de estudo retrospectivo, teve o objetivo de enumerar as principais lesões diagnosticadas no Laboratório de Patologia Oral da UFPE. Materiais e métodos: Foram utilizadas o total de 1.040 fichas de laudos anatomopatológicos registradas no serviço no período de 1991 a 2007. As patologias diagnosticadas foram classificadas em 13 diferentes grupos e distribuídas em valores absolutos e relativos. Foram também avaliadas as percentagens das lesões mais freqüentes em cada um dos grupos, assim como faixa etária e sexo mais acometido. Resultados: O grupo de lesões mais comumente diagnosticado no serviço foi as dos processos proliferativos não-neoplásicos (n=340) 33%, sendo as hiperplasias fibrosas inflamatórias as mais freqüentes dentre as lesões do grupo (n=250) 73%. As biópsias foram mais freqüentemente realizadas em pacientes do sexo feminino (64%) estando estes distribuídos a partir da sexta década de vida (31%). Conclusões: Os processos proliferativos não-neoplásicos foram as lesões mais prevalentemente diagnosticadas pelo serviço. Os pacientes do sexo feminino foram mais afetados, ou parecem procurar com maior freqüência o serviço quando comparados com o sexo masculino. Parece existir um risco maior de surgimento de patologias na cavidade oral a partir da sexta década de vida.