Percepção de médicos obstetras sobre a saúde bucal de gestantes
Autores
Fabiana Vargas Ferreira
Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS
Adriano Baraciol Gasparin
Fundação Universidade Federal de Rio Grande, FURG, RS
Floriano Soeiro
Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS
Marta Dutra Machado Oliveira
Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS
Juliana Rodrigues Praetzel
Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS
Palavras-chave:
saúde bucal, ginecologia
Resumo
O objetivo deste trabalho foi verificar a percepção de médicos obstetras sobre a saúde bucal de gestantes, uma vez que a gestação é um período de transformações fisiológicas e psicológicas, verificadas por alterações em todo o corpo feminino, evidenciado por mudanças de comportamentos e atitudes, principalmente em relação à saúde bucal. Neste contexto, os conhecimentos e as práticas da gestante dependem, inicialmente, do médico obstetra, tornando-se figura importante para a integração desses profissionais com a Odontologia, baseado em abordagem multidisciplinar propiciando a prática de promoção de saúde bucal. Foi realizado um estudo observacional no qual o instrumento de coleta de dados foi um questionário dirigido aos médicos obstetras (n=66) da cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Este questionário foi constituído por perguntas sobre a opinião dos médicos sobre a saúde bucal das gestantes e quais as condutas por ele tomadas. Após a confecção do banco de dados, forma realizadas as freqüências simples e percentuais das variáveis avaliadas no estudo. Dos médicos entrevistados (n=43, 65,1%), 90,7% associaram gravidez com alterações bucais; 95,3% consideram seguro o tratamento odontológico neste período; 81,4% orientam sobre saúde bucal; 67,4% não consideram o leite materno cariogênico; 69,8% consideram o leito bovino cariogênico e 60,5% consideram o seu nível de conhecimento de saúde bucal relativamente satisfatório. Concluiu-se pela necessidade de maior atuação e integração interdisciplinar entre cirurgiões-dentistas e médicos obstetras no acompanhamento da gestante, uma vez que elas podem multiplicar estas informações, beneficiando o bebê e toda a sua família.
Biografia do Autor
Fabiana Vargas Ferreira, Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS
Dentista graduada pela Universidade Federal de Santa Maria, RS / Aluna do Programa de Pós-Graduação, Nível Mestrado, pela Universidade Federal de Santa Maria/Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFSM/UFRGS)-RS
Adriano Baraciol Gasparin, Fundação Universidade Federal de Rio Grande, FURG, RS
Aluno do Curso de Medicina, Fundação Universidade Federal de Rio Grande, FURG, RS
Floriano Soeiro, Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS
Médico Ginecologista Obstetra no Hospital Universitário de Santa Maria, RS
Marta Dutra Machado Oliveira, Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS
Professora Adjunta, Disciplina de Odontopediatria, Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS
Juliana Rodrigues Praetzel, Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS
Professora Adjunta, Disciplina de Odontopediatria, Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, RS