Avaliação clínica dos níveis salivares de Estreptococos mutans na fase preparatória do meio bucal em pré-escolares

Autores

  • Ana Claudia Rodrigues Chibinski Universidade Estadual de Ponta Grossa
  • Denise Stadler Wambier Universidade Estadual de Ponta Grossa

Palavras-chave:

Streptococcus mutans. Cárie Dentária. Diamino Fluoreto de Prata.

Resumo

Este estudo avaliou dois protocolos de adequação bucal através da análise do número de unidades formadoras de colônia (ufc) de S. mutans na saliva durante a fase preparatória do meio bucal. Vinte e oito crianças, com idades entre 3 e 4 anos, portadoras de atividade aguda de cárie, foram divididas, aleatoriamente, em 2 grupos, de acordo com o tratamento realizado: diaminofluoreto de prata (Grupo I) e diaminofluoreto de prata e selamento cavitário com cimento de óxido de zinco e eugenol (Grupo II). Os níveis iniciais de biofilme dental e índice ceo-s foram obtidos por um examinador pré-calibrado. Amostras de saliva estimulada foram coletadas nos períodos inicial (PI), 24 horas (P24) e 7 dias (P7) pós-tratamento. Em ambos os grupos, o tratamento foi realizado por um único operador, especialista em odontopediatria, em sessão única. Comprovou-se homogeneidade da amostra no período inicial, quanto aos índices ceo-s e de placa bacteriana e níveis salivares bacterianos (p>0,05). Para o Grupo II, diferenças estatisticamente significativas foram observadas em todos os períodos de avaliação (p<0,01). Já no Grupo I, não se observou diferença entre PI e P7 (p>0,05). Os dois tratamentos reduziram significativamente o número de ufc de S. mutans, com maior redução nas 24 horas, sendo que após 7 dias, essa redução permaneceu significativa apenas no Grupo II. Assim, a associação proposta no Grupo II parece ser a mais efetiva na fase preparatória do meio bucal, principalmente em crianças que buscam atendimento em Saúde Pública.

Biografia do Autor

Ana Claudia Rodrigues Chibinski, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutoranda em Clínica Integrada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Professora Assistente – Departamento de Odontologia - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná, Brasil

Denise Stadler Wambier, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutora em Odontopediatria pela Universidade de São Paulo (USP); Professora Associada - Departamento de Odontologia - Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná, Brasil

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Publicado

2010-06-02

Edição

Seção

Artigo Original