Ação de detifrícios experimentais sobre a saúde bucalde crianças com Síndrom de Down

Autores

  • Ana Paula Teitelbaum Universidade Estadual de Ponta Grossa
  • Aida Sabbagh-Haddad Associação Brasileira de Ensino Odontológico
  • Gislaine Denise Czelusniak Universidade Estadual de Ponta Grossa
  • Márcia Helena Baldani Pinto Universidade Estadual de Ponta Grossa
  • Fábio André dos Santos Universidade Estadual de Ponta Grossa

Palavras-chave:

Síndrome de Down, Higiene bucal, Placa dentária, Dentifrícios, Clorexidina, Eritrosina.

Resumo

Crianças portadoras de necessidades especiais tendem a apresentar pobres níveis de higiene bucal, com presença de gengivite e acúmulo de biofilme dental. Avaliar a efetividade de diferentes formulações de dentifrícios na redução do biofilme e melhoria da condição gengival em crianças portadoras da Síndrome de Down. Foi conduzido um ensaio clínico randomizado, que seguiu um modelo cruzado e duplo-cego. A amostra constou de 40 crianças, freqüentadoras de uma Escola de Educação Especial de Ponta Grossa - PR, com idades entre 7 e 13 anos, as quais utilizaram quatro dentifrícios manipulados com: a) flúor; b) flúor + clorexidina; c) flúor + clorexidina + eritrosina; e d) flúor + eritrosina.  Cada etapa experimental durou 10 dias e foi separada por um período de washout de quinze dias, sendo os pacientes avaliados por meio de índices de placa e sangramento gengival. Condições clínicas semelhantes estiveram presentes no início do experimento para todas as crianças. Foram observadas diferenças significativas para a presença de placa e sangramento gengival após todos os períodos experimentais. Os dentifrícios contendo eritrosina, associada ou não à clorexidina, apresentaram-se mais efetivos na redução do biofilme dental. Quanto ao sangramento gengival, tanto o dentifrício com eritrosina quanto o com clorexidina apresentaram resultados semelhantes. O dentifrício com clorexidina e eritrosina associadas apresentou os melhores resultados ao final do experimento. A associação de fármacos num mesmo dentifrício mostrou-se viável e efetiva para o controle do biofilme em portadores da Síndrome de Down, favorecendo a saúde bucal.

Biografia do Autor

Ana Paula Teitelbaum, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutoranda em Clínica Integrada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

Aida Sabbagh-Haddad, Associação Brasileira de Ensino Odontológico

Professora Doutora do Curso de Especialização em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais pela ABENO

Gislaine Denise Czelusniak, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutora em Odontologia, Professora do departamento de Odontologia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

Márcia Helena Baldani Pinto, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutora em Odontologia, Professora do departamento de Odontologia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

Fábio André dos Santos, Universidade Estadual de Ponta Grossa

PHD em Odontologia, Professor do departamento de Odontologia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

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Publicado

2010-09-21

Edição

Seção

Artigo Original