Relação Entre Terceiros Molares Inferiores e Apinhamento Ântero-Inferior: Uma Revisão Atual
Autores
Luiz Carlos Ferreira da Silva
Universidade Federal de Sergipe
Thiago de Santana Santos
Faculdade de Odontologia de Pernambuco
Lycia Gardenia dos Santos Oliveira
Universidade Federal de Sergipe
Jadson Alípio Santana de Sousa Santos
Universidade Federal de Sergipe
Palavras-chave:
Terceiro molar, incisivo, má oclusão
Resumo
É grande a discussão sobre a necessidade ou não de exodontia dos terceiros molares e muitas controvérsias existem sobre a real precisão deste procedimento. Os profissionais de saúde bucal se deparam freqüentemente na clínica com casos de apinhamento dentário ântero-inferior. Muitos destes casos ocorrem durante ou após a erupção dos terceiros molares inferiores. Esta associação tem sido alvo de muitas pesquisas científicas. A remoção profilática destes dentes tem sido praticada por muitos anos, porém não há uma comprovação de que realmente os terceiros molares sejam responsáveis por esta situação. O apinhamento do arco inferior tem uma base multifatorial e deve-se a uma combinação de fatores, em diferentes graus, agindo juntas tais como: crescimento mandibular tardio, estruturas esqueléticas e padrão de crescimento, maturação dos tecidos moles, forças periodontais, estrutura dentária, fatores oclusais e mudanças no ligamento periodontal. Assim, a proposta deste artigo foi revisar a literatura em busca de embasamento sobre o relacionamento destes fatores, visando sugerir uma adequada avaliação clínica aos cirurgiões-dentistas para resolução deste impasse. Foi observado, desta forma, não ser possível associar a erupção e/ou a impactação dos terceiros molares com a presença de apinhamento ântero-inferior.
Biografia do Autor
Luiz Carlos Ferreira da Silva, Universidade Federal de Sergipe
Mestre em Patologia Oral pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Doutor em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP/UPE).
Professor Adjunto da Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Thiago de Santana Santos, Faculdade de Odontologia de Pernambuco
Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pelo Colégico Brasileiro de CTBMF. Mestrando em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP/UPE).
Lycia Gardenia dos Santos Oliveira, Universidade Federal de Sergipe
Especialista em Gestão em Saúde Pública e Saúde da Família pela Universidade Tiradentes (UNIT).
Cirurgiã-Dentista graduada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Jadson Alípio Santana de Sousa Santos, Universidade Federal de Sergipe
Mestrando em Ciências da Saúde pelo Núcleo de Pós-Graduação em Medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS).