Prevalência de Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis e Prevotella intermedia em diferentes grupos populacionais
Autores
Camila Borges Fernandes
Universidade de Taubaté
Davi Romeiro Aquino
Universidade de Taubaté
Gilson Cesar Nobre Franco
Universidade de Taubaté
Juliana Guimarães Santos
Universidade de Taubaté
Jonas Carvalho Filho
Universidade de Taubaté
Fernando de Oliveira Costa
Universidade Federal de Minas Gerais
Sheila Cavalca Cortelli
Universidade de Taubaté
José Roberto Cortelli
Universidade de Taubaté
Palavras-chave:
Prevalência, Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis, Prevotella intermedia, Grupos etários
Resumo
A identificação de periodontopatógenos é um passo importante no diagnóstico e tratamento da doença periodontal. O presente estudo do tipo transversal teve como objetivo verificar a prevalência de três espécies bacterianas periodontopatogênicas, Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis, Prevotella intermedia, em diferentes grupos populacionais, na condição de presença ou ausência de elemento dental. Para isso foram incluídos 40 recém-nascidos (2,20 1,30 meses), 40 crianças entre 6 e 13 anos (9,33 1,99 anos), 30 adultos/idosos dentados (61,7 7,05 anos) e 30 adultos/idosos desdentados (65,8 6,69 anos). Foram coletadas amostras extra-sulculares (mucosa da bochecha e dorso da língua) de toda a população, e para os grupos dentados, foram também coletadas amostras intra-sulculares (sulco ou bolsa periodontal). Todas as amostras foram processadas utilizando-se a Reação em Cadeia da Polimerase. As frequências bacterianas foram analisadas estatisticamente utilizando o teste Qui-Quadrado. O grupo de recém-nascidos apresentou apenas a bactéria A. actinomycetemcomitans (2,56%). As crianças de 6-13 anos portavam A. actinomycetemcomitans (10,00%) e P. intermedia (92,50%). A bactéria P. gingivalis esteve presente apenas nos grupos de adultos e idosos nas frequências de 46,67% para dentados e 3,33% para desdentados. O estudo de diferentes grupos populacionais permitiu inferir que a microbiota periodontal se faz presente independentemente de alguns fatores de risco para a doença periodontal como a idade do indivíduo, a presença e o número de dentes presentes em boca.