CONCEPÇÕES SOBRE METODOLOGIAS ATIVAS ENTRE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Micaelle Gomes da Silva, Fausto José de Araújo Muniz, Rosangela Vidal de Souza Araújo, Zélia Maria Soares Jófili, Tiago José Nascimento de Souza

Resumo


O ensino tradicional, ainda predominante no cenário educacional brasileiro, especialmente na educação básica, ainda se configura em salas enfileiradas e na atuação dos docentes como centro do processo pedagógico. Apesar de vivermos em uma era da informação e da tecnologia, esses recursos não adentraram os espaços educacionais, na maioria das instituições. No sentido de romper esse paradigma, surgem novas formas de mediação pedagógica, através das metodologias ativas, onde o foco do processo de ensino e aprendizagem passa a ser o aluno e tornando-o ativo, engajado e protagonista da sua aprendizagem. A presente pesquisa objetiva analisar as concepções sobre metodologias ativas de professores da educação básica distribuídos em diferentes gerências educacionais de Pernambuco, para analisar, através dessa amostra, o cenário de métodos ativos no processo de ensino e aprendizagem, uma vez que tal temática é pertinente diante do atual contexto da educação. Apresenta uma abordagem qualitativa, trazendo como participantes da pesquisa 17 (dezessete) professores de escolas públicas e privadas distríbuidas em diferentes gerências regionais de educação (GRE) em Pernambuco, epecificamente, GRE Metropolitana Norte, GRE Metropolitana Sul, GRE Mata Sul e GRE Recife Sul. Os dados foram coletados de maneira online utilizando o aplicativo WhatsApp, e como instrumento um questionário gerado pelo Google Forms, sobre as concepções e os modelos de metodologias ativas. Os dados coletados foram analisados e categorizados na perspectiva de Bardin (2011). A maioria dos professores participantes reconhecem as metodologias, e são capazes de identificar alguns modelos  como: aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem baseada em problemas, aprendizagem colaborativa, estudo de caso, experimentação, ensino por investigação, design learning, gamificação, instrução por pares, prototipagem e sala de aula invertida. Apontam as metodologias ativas como ações centradas no estudante, tornando-o autônomo, protagonista e ativo no processo de aprendizagem, apesar do conceito ser desconhecido por alguns participantes. Fica enfático o despreparo, por parte dos profissionais, para atuar com métodos ativos. Tal situação pode ser explicada pela baixa incidência - tanto na formação inicial quanto na continuada – de atividades voltadas à temática, sendo necessário reduzir esta lacuna e ampliar a inserção destas metodologias nos cenários educacionais, principalmente nas instituições de educação básica.


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