Isto não é matemática

Cecília Bobsin do Canto, Virgínia Crivellaro Sanchotene

Resumo


Este ensaio tem por objetivo questionar condutas baseadas em binarismos e automatismos, fortemente arraigadas no fazer do docente de matemática. Propõe-se uma discussão acerca do dizer “Isto não é matemática”, enunciado repetido por nossos alunos ao se depararem com atividades que envolvam escrita, leitura, argumentação ou outros saberes que se distanciem de cálculos e fórmulas. Ao articular esta frase ao conceito de regimes de verdade, desenvolvido por Foucault, problematizamos vinculações a verdades estreitas que naturalizam práticas hierarquizantes na produção de modos de ser/estar/sentir-se professor de matemática, assinalando a importância de um exercício de liberdade e alteridade em nossas práticas cotidianas na sala de aula.


Palavras-chave


docência; professor de matemática; liberdade; regimes de verdade; Foucault;

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DOI: https://doi.org/10.36397/emteia.v9i2.237024

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