A geoestratégia da reforma e abertura da China (1978)
Redefinição, Reordenamento e Produção de Shenzhen como Lugar Global
DOI:
https://doi.org/10.51359/3086-4526.2025.265406Palavras-chave:
China, geoestratégia, Shenzhen, Zonas Econômicas Especiais, territórioResumo
Este artigo analisa a Reforma e Abertura da China, iniciada em 1978, sob a perspectiva da geoestratégia territorial, focando na produção de Shenzhen como um lugar global e instrumento de poder do Estado chinês. Argumenta-se que a decisão de criar a Zona Econômica Especial (ZEE) de Shenzhen, adjacente a Hong Kong, foi um ato deliberado de redefinição territorial e reordenamento espacial do Delta do Rio das Pérolas, visando não apenas o crescimento econômico, mas a recuperação de territórios históricos. A metodologia empregada baseia-se na análise da literatura geoestratégica e do planejamento estatal chinês, demonstrando que Shenzhen funcionou como um laboratório de sistemas e um polo de atração gravitacional, instrumentalizando os fluxos de capital e tecnologia de Hong Kong para o continente. O estudo conclui que a produção de Shenzhen como um hub tecnológico e financeiro global é a manifestação física de uma estratégia de longo prazo do Partido Comunista da China (PCCh) para consolidar a soberania, reverter o "Século de Humilhação" e projetar um novo modelo de gestão territorial, culminando na fórmula do "Um País, Dois Sistemas" como solução para a reunificação.
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