“SOBRE A QUESTÃO DA MORADIA”: PERMANÊNCIAS SOB A VISÃO MARXISTA.

Bianca Davi Pereira de Almeida, Bernardo Marques Azevedo de Souza Pinto

Resumo


O presente artigo tem por objetivo, através da análise da obra de Engels, “Sobre a questão da moradia”, promover reflexões e críticas acerca da contribuição marxista para a temática e demonstrar as permanências atualmente observadas. Em diálogo com a literatura atual relacionada ao direito à cidade, surgem questões relativas à influência do Capital nas dinâmicas urbanas, à ausência de projetos de moradias populares para as cidades e às relações entre Capital e Estado. Buscasse, portanto, analisar o conceito de moradia, a insuficiência das soluções burguesas para a questão da moradia, como também da atuação do Estado a serviço do Capital e as insuficiências do paradigma moradia-propriedade. E nesse sentido, a moradia é compreendida a partir de uma abordagem múltipla e complexa, como um elemento que apresenta dinâmicas próprias com diversos outros, como a afetividade, a comunidade e as próprias lógicas – ou disfunções – urbanas. A partir daí, considera-se a moradia como aspecto vital para o desenvolvimento e a prática de um direito à cidade popular, democrático e não elitizado.

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