Avalovara: Tempo, Ser e Linguagem em “ O Relógio de Julius Heckethorn”

Harley Farias Dolzane, Antônio Máximo Ferraz

Resumo


Resumo:

Interpretamos no romance Avalovara (1973), de Osman Lins, a questão do Tempo, a qual, em que pese atravessar toda a obra, repercute especialmente em um de seus oito fios narrativos: “P - O Relógio de Julius Heckethorn”. No movimento caleidoscópico da obra, o Tempo se articula com o Ser, conúbio que irrompe na Linguagem (lógos), convertendo-a em questão e colocando em xeque a noção de que seja, em sua essência, um instrumento de comunicação. Dialogamos, para tanto, com pensadores como Martin Heidegger, Benedito Nunes e Octavio Paz, entre outros. No presente trabalho procuramos, em uma perspectiva filosófica, expor o sentido da narrativa e de sua tessitura como encenação da travessia histórico-existencial do ser humano.

Palavras-chaves: Avalovara. Ser e Tempo, Linguagem e existência.

 

Abstract:

In Avalovara (1973), by Osman Lins, it is interpreted the issue of Time, which, despite going through all the text, is especially reflected in "P - O Relógio de Julius Heckethorn", one of the eight narrative threads that constitute the novel. In the work's kaleidoscopic movements, the time is linked to the Being, into an alliance that erupts in language (logos), converting it into question and challenging the notion through which it is just a communication tool. It is stablished a dialogue, in this sense, with thinkers such as Martin Heidegger, Benedito Nunes and Octavio Paz, among others. In this paper it is sought, in a philosophical perspective, to expose the meaning of the narrative and its fabric as staging of historical existential crossing of the human being.

Keywords: Avalovara, Being and Time, Language and existence.


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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i13p261-282

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