RESPOSTAS ECOFISIOLÓGICAS DE BERNARDIA SIDOIDES MÜLL. ARG. AO ESTRESSE HÍDRICO
Resumo
Avaliou-se o comportamento ecofisiológico de Bernardia sidoides, quanto ao desenvolvimento e produtividade, em função de diferentes níveis hídricos. Sementes de B. sidoides foram coletadas e colocadas para germinar, sendo as plântulas transplantadas, submetidas a três tratamentos hídricos (T0 = controle; T1 = estresse moderado, e T2 = estresse severo), com 30 repetições por tratamento e monitoradas em casa de vegetação durante 4 meses. Semanalmente, foi mensurada a altura, o diâmetro, número de ramos e de folhas produzidas por planta. Amostras de folhas por tratamento foram coletadas para determinação da ocorrência de tricomas e de estômatos e dos teores de clorofilas. Amostras das sementes foram colhidas para determinação do teor de óleo. Diferenças significativas foram registradas nas curvas de crescimento em altura e em diâmetro e na produção de ramos e folhas, sendo sempre maior o crescimento ou a produtividade da planta na ausência do estresse hídrico. Entre os tratamentos não foi constatado diferenças nos teores de clorofila total, a e b. O teor de óleo de sementes foi influenciado pelo estresse hídrico, apresentando teores de 40,26%, 37,32% e 29,84% nos tratamentos com 100%, 50% e 25% da capacidade de pote, respectivamente. O estudo mostrou que o recurso água influencia o desenvolvimento e a produtividade de B. sidoides, devendo ser um fator considerado em programas de manejo, visando o extrativismo da espécie que é promissora por apresentar sementes oleaginosas, com potencial para ser aproveitado em indústria de lubrificantes, tinta e de vernizes.Downloads
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Copyright (c) 2021 Alba de Oliveira Lemos, Suzene Izídio da Silva, Rejane Magalhães de Mendonça Pimentel, Bruno Toríbio Xavier, Elcida de Lima Araújo

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