TENDÊNCIAS CLIMATOLÓGICAS PARA O MUNICÍPIO DE PARNAÍBA PIAUÍ/BRASIL

Maria Gracelia Paiva Nascimento, Graziela de Araújo Lima, Ivanilza Moreira de Andrade, Josiclêda Domiciano Galvíncio

Abstract


O aumento da temperatura média do planeta poderá acarretar mudanças nos regimes das chuvas, alterar a capacidade hídrica de uma região, agravar problemas de saúde na população e causar prejuízos econômicos. Analisar locais que estão sofrendo tendência meteorológica possibilita estimar possíveis detrimentos destas alterações nas atividades socioeconômicas. Assim, investigou-se as tendências temporais em séries históricas para precipitação e temperatura média entre os anos de 1962 a 2017, para o município de Parnaíba, Piauí. Foram compilados dados de postos pluviométricos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e a Agência Nacional de Águas (ANA), obtendo-se máximas anuais de precipitações e temperaturas médias, para classificação dos eventos extremos ligados a precipitação aplicou-se a técnica Quantis. As médias ao longo dos anos de 1964, 1974 e 1985 foram as mais           da série, referentes a três picos de inundação (alta precipitação). Os anos de 1988 e 1991, foram categorizados como “muito chuvoso”. Por outro lado, 1998-2017 foram os anos mais secos, apresentando os maiores números de estiagem, período esse que ocorreu o aumento de focos de queimadas no Piauí. Pode-se ultimar que as secas estão mais longas, tendo como consequência a redução hídrica, e assim que as tendências climatológicas para o município existem, sugere-se que podemos considerá-las com impactos das mudanças climáticas globais.

Keywords


Climatologia; Mudanças Climáticas, Precipitação.

References


Amazon. M, R.M., Borges, C.K., Vieira, L.J.S., 2012. Precipitation climatological analysis in the municipality of Bananeiras - PB, in the period 1930-2011 as contribution to Agroindustry. Green Paper on Agroecology and Sustainable Development 2, 10.

Andrade, A.J.P., Silva, N.M., Souza, C.R. 2014. As percepções sobre as variações e mudanças climáticas e as estratégias de adaptação dos agricultores familiares do Seridó potiguar. Desenvolvimento e Meio Ambiente 31, 77-96.

Aguiar, R.B. 2004. Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea, estado do Piauí: diagnóstico do município de Parnaíba. (Org.) Aguiar, R.B.; Gomes, J.R.C. CPRM - Serviço Geológico do Brasil, Fortaleza. 24 p.

Andrade, P. 2016. Alto número de queimadas no Piauí leva governo a decretar emergência. Disponível em: http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2016/10/alto-numero-de-queimadas-no-piaui-leva-governo-decretar-emergencia.html Acesso em: 14 jul 2018.

Ana. Agência Nacional de Águas. 2018. Disponível em: 2.ana.gov.br. Acesso em: 21 out 2018.

Antunes, L. 2014. Os 10 maiores períodos de seca do Brasil. Disponível em: www. Super.abril.com.br/blog/superlidas/-10-maiores-peri. Acesso:15 nov 2018.

Blain, G.C. 2010. Séries anuais de temperatura máxima média do ar no estado de São Paulo: Variações e tendências climáticas. Revista Brasileira de Meteorologia, São José dos Campos 25, 114- 124.

Chaves, S.V.V. 2009. A vulnerabilidade socioambiental em Teresina, Piauí. Dissertação (mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente). Programa em Desenvolvimento em Meio Ambiente – UFPI, Teresina.

Chaves, S.V.V; Tavares, A. C; Andrade, C. S. P. 2017. Vulnerabilidade ás inundações em Teresina, Piauí e ações mitigadoras do Poder público. Sociedade e Território, Natal 29. 175-197.

Confalonieri, U.E.C.; Marinho, D.P. 2007. Mudança climática global e saúde: perspectivas para o Brasil. Multiciência 8, 48-64.

Diehl, F.P. et al. Mudanças climáticas globais e os impactos físicos e biológicos na zona costeira: Uma proposta de classificação. in: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XIV, n. 87, abr 2011. Disponível em: http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9162. Acesso 30 jan 2019.

Diniz, M. T. M., Medeiros, S. C., Cunha, C. J. 2014. Sistemas atmosféricos atuantes e diversidade pluviométrica em Sergipe. Boletim Goiano de Geografia, Goiás 34. 17-34.

Duarte, C.C., Nóbrega, R.S., Coutinho, R.Q. 2015. Análise climatológica e dos eventos extremos de chuva no município de Ipojuca, Pernambuco. Revista de Geografia (UFPE). 32, 158-176,

Farias, R.F.L., Alves, K.M.A. S., Nóbrega, R.S. 2012. Climatologia da ocorrência de eventos extremos de precipitação na mesorregião do Sertão Pernambucano. Revista Geonordeste 1, 930-941.

Ghini, R., Hamada, E., BettioL, W. 2008. Climate change and plant diseases. Scientia Agricola, piracicaba 65, 98-107.

Groppo, J.D. et al. 2008. Trend analysis of water quality in some rivers with different degrees of development within the São Paulo State, Brazil. Rivers Research and Applications 1, 1-2.

INMET, Instituto Nacional de Meteorologia. 2013. Banco de Dados para Pesquisa e Ensino – BDMEP. Disponível em: inmet.gov.br. Acesso em: 20 jul 2018.

Insaf, T.Z., Lin, S., Sheridan, S. C. 2012. Climate trends in indices for temperature and precipitation across New York State, 1948–2008. Air Quality, Atmosphere, and Health.

IPCC – INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE: Climate Change 2014: Synthesis Report. Contribution of Working Groups I, II and III to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change [Core Writing Team, R.K. Pachauri and L.A. Meyer (eds.)]. IPCC, Geneva, Switzerland, p. 151.

Karmeshu, N. 2012. Trend Detection in Annual Temperature & Precipitation using the Mann Kendall Test - A Case Study to Assess Climate Change on Select States in the Northeastern United States. Master of Environmental Studies Capstone Projects. University of Pennslvania. Department of Earth and Environmental Science. August.

Lacerda, F.F., Nobre, P., Sobral, M.C. Lopes, G.M.B. 2015. Alterações climáticas globais: uma realidade em Pernambuco. Anais da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, Recife 12. 121-154.

Lima, S.M.R. et al. 2017. Secas de 2010 a 2016 no Piauí: impactos e respostas do Estado em articulação com os programas nacionais. Parcerias estratégicas 22,155-180.

Marengo, J.A., Tomasella, J., Nobre, C.A. 2011. Mudanças climáticas e recursos hídricos. In: Bicudo, C.E.de M.; Tundisi, J.G.; Scheuenstuhl, M.C.B. (eds.). Águas do Brasil: análises estratégicas. Capítulo 12, 224p. abc.org.br/rubrique.php3?id_rubrique=150. Acesso em: 10 jul 2018.

Medeiros, R.M., Holanda, R.M., Vilar, H.N. 2018. Climate Change in Tacaimbó-PE, Brazil. Journal of Hyperspectral Remote Sensing 8, 60-66.

Menezes, H.E. A., Medeiros, R.M., Sousa, L.F. 2015. Analysis of the water balance and erosivity in future climatic scenarios in Bom Jesus - Piauí. Workshop on Climate Change and Water Resources of the State of Pernambuco and International Workshop on Climate Change and Biodiversity. Recife.

Monitoramento dos Focos Ativos nos Estados do Brasil: PIAUI – Brasil. Disponível em: http://sigma.cptec.inpe.br/queimadas/estatisticas_estado.php?estado=PI&nomeEstado=PIAUI. Acesso:15 nov 2018.

Monteiro, J., Rocha, A., Zanella, M. 2012. Técnica dos Quantis para caracterização de anos secos e chuvosos (1980-2009): baixo curso do Apodi-Mossoró/RN. Revista do Departamento de Geografia 23, 232-249.

Moraes, J.M. et al. 1998. Trends in Hydrological Parameters of a Southern Brazilian Watershed and its Relation to Human Induced Changes. Water Resources Management 12. 295-311.

Moura, D.M.S. 2016. Panorama geral sobre a expansão urbana e a influência nas mudanças climáticas: do âmbito mundial ao nordeste brasileiro. In: Araújo AR, Belchior GPN, Viegas TES. Os impactos das mudanças climáticas no Nordeste brasileiro. 1ed. Fortaleza, CE: Fundação Sintaf. São Paulo, SP: Instituto o Direito por um Planeta Verde; p. 35-56.

Nobre, C. et al. 2011. Vulnerability of Brazilian Megacities to Climate Change: the São Paulo Metropolitan Region (RMSP). Climate Change in Brazil: economic, social and regulatory aspects. Brasilia: IPEA 1, 197 219.

Nunes, C.R.P. 2016. As mudanças climáticas a partir da implantação de empresas de capital estrangeiro no Nordeste: Estado regulador?, in: Araújo, A.R., Belchior, G. P. N., Viegas, T. E. S. (Orgs). Os impactos das mudanças climáticas no Nordeste brasileiro. Fundação Sintaf, Fortaleza, CE. Instituto O Direito por um Planeta Verde, São Paulo.

OPAS, Organização Pan-Americana da Saúde. Ministério da Saúde. 2014. Desastres Naturais e Saúde no Brasil. Brasília, DF: OPAS, Ministério da Saúde, 49 p. il. (Série Desenvolvimento Sustentável e Saúde, 2).

PBMC. Primeiro Relatório de Avaliação Nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. 2014. Sumário Executivo do GT2. PBMC, Rio de Janeiro, Brasil. 28 p.

Penereiro, J.C., Orlando, D.V. Análise de tendências em séries temporais anuais de dados climáticos e hidrológicos na bacia do rio Parnaíba entre os Estados do Maranhão e Piauí/Brasil. Revista Geográfica Acadêmica, Boa Vista 7, 5-21.

Pinkayan, S. 1966. Conditional probabilities of ocurrence of Wet and Dry Years Over a Large Continental Area. Colorado: State University, Boulder-Co, Hidrology papers, n. 1.

Priori J.R. L. 2014. Mudanças Climáticas e possíveis impactos nas cidades costeiras do Nordeste brasileiro. Disponível em: http://research.fit.edu/sealevelriselibrary/documents/ doc_mgr/479/Priori%20Jr.%202013.%20Possiveis%20impactos%20no%20nordeste%20 brasileiro%20%28portug%29.pdf. Acesso em: 22 out 2018.

Rusz, O. 2012. Temperature and precipitation changes in Târgu-Mures (Romania) from period 1951-2010. In: Aerul şi Apa: Componente ale Mediului p. 397-404.

Santos, C.A.C. 2006. Estimativa e Tendências de Índices de Detecção de Mudanças Climáticas com base na precipitação diária no Rio Grande do Norte e na Paraíba, 98 p., Dissertação (Mestrado em Meteorologia), Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande.

Santos-Filho, F.S. 2010. Restingas: e quando o vizinho não é a Floresta Atlântica? Sapiência 1, 40-40.

Santos-Filho, F.S. et al. 2013. Do edaphic aspects alter vegetation structures in the Brazilian restinga? Acta Botanica Brasilica 27, 613-623.

Silva, A. T. M. N. et al. 2017. A seca no Maranhão no período de 2010 a 2016 e seus impactos. Parcerias estratégicas 22, 119-138.

Silva, M.C.L. et al. 2008. Determinação das previsões de temperaturas mínimas e máximas a partir do histórico das previsões de tempo por conjunto do CPTEC. Revista Brasileira de Meteorologia, São José dos Campos 23, 431-449.

VEJA. 2013. Oito dos nove anos mais quentes já registrados ocorreram após 2000. Disponível em: veja.abril.com.br/ciencia/oito-dos-nove-anos-mais-quentes-ja-registrados-ocorreram-apos-2000. Acesso em 16 set 2018.

Vincent, L.A. et al. 2005. Observed Trends in Indices of Daily Temperature Extremes in South America 1960–2000. Journal of Climate 18, 5011-5023.

Wanderley, L.S. A et al. 2018. As chuvas na cidade de Recife: uma climatologia de extremos. Revista Brasileira de Climatologia 14, 149- 164.

WMO, World Metereological Organization. 2019. Disponível em: https://www.wmo.int/pages/index_en.html. Acesso: 10 jan 2019.

Xavier, T.M. B. S. 2002. A técnica dos quantis e suas aplicações em meteorologia, climatologia e hidrologia, com ênfase para as regiões brasileiras. Brasília: Thesaurus, 140 p.




Copyright (c) 2019 Journal of Hyperspectral Remote Sensing

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

Indexadores / Base de Dados:

 

Google Scholar

 

Journal of Hyperspectral Remote Sensing - eISSN: 2237-2202