Caracterização de uma nova queimada utilizando sensoriamento remoto do Parque Estadual do Cocó, Região Metropolitana de Fortaleza/CE, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.29150/jhrs.v14i1.261692Palavras-chave:
Incêndio florestal, NDVI, PlanetScope, Plano de manejo, SeveridadeResumo
Os incêndios florestais no Parque Estadual do Cocó (PEC) estão se tornando mais frequentes, gerando preocupações sobre o futuro do parque devido às pressões antrópicas e à falta de manejo. Este estudo utilizou sensoriamento remoto para caracterizar um novo incêndio no PEC, visando melhorar o monitoramento e a gestão pós-incêndio. Dados de focos de calor do MODIS e VIIRS identificaram o evento em 18 de janeiro de 2024. Imagens do satélite PlanetScope delimitaram a cicatriz e derivaram o NDVI pré e pós-queimada para determinar as categorias de severidade. MODIS e VIIRS detectaram o fogo por 2 dias, alcançando um FRP de 35,66 MW, indicando sua intensidade. A cicatriz teve uma área de 16,95 ha e 2,56 km de perímetro. A reflectância NIR pós-queimada diminuiu um 57,6%, e o dNDVI máximo foi 0,83. O 51,21% da área mostrou uma severidade moderada-alta. A cicatriz pode ter afetado ambientes úmidos e floresta de manguezais. A área afetada é designada como "Zona de Preservação", embora as imagens de satélite questionem isso. Os resultados fornecem dados importantes para iniciativas de restauração e medidas de combate a incêndios no PEC, destacando a relevância do sensoriamento remoto para a análise de eventos relacionados com incêndios.
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