Objetos de emoções: objetos de amor, tecidos afetivos, peles...

Caroline Marim

Resumo


Na “Era da Estética”, um objeto ganhava o estatuto de “obra de arte” a partir de um tipo particular de experiência vivida pelo espectador: a experiência estética. Depois do fim da arte, Arthur Danto aponta que o que faz um objeto ser considerado arte, não é visual, mas conceitual. A diferença não pode ser sensível porque não pode ser estética. Entretanto, se considerarmos o que Suely Rolnik aponta, sobre a obra Estruturação do Self, de Lygia Clark, como uma reinvenção da experiência estética que havia desaparecido do universo da Arte, de que modo podemos reavivar a experiência estética dentro do contexto de uma “Arte pós-histórica”, na qual o artista também é filósofo e as obras, acontecimentos? Para Brian Massumi (2011), o engajamento relacional da obra confere-lhe um valor político tão necessário e imediato quanto a dimensão estética. Sara Ahmed (2010) defende que a emoção é aquilo que sustenta ou preserva a conexão entre ideias, valores e objetos. As emoções nasceriam em meio a uma experiência na qual o objeto se descoisifica e na qual as emoções são as forças de encontro. A experiência estética é uma filosofia ativista: um tornar-se. Tornar-se feliz. Aqui – claro - a felicidade é entendida mais como prazer obtido, por vezes, até com o contato com a dor e com os próprios vazios, como propôs Lygia Clark em sua Estruturação do Self


Palavras-chave


estética, emoções, experiência sensível, arte contemporânea.

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DOI: https://doi.org/10.51359/2357-9986.2017.230367

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