A Cooperação Brasil-Israel e as Aeronaves Remotamente Pilotadas: impactos para a Base Industrial de Defesa

Autores

  • Augusto Wagner Menezes Teixeira Júnior Programa de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais (PPGCPRI/UFPB) e Departamento de Relações Internacionais (DRI/UFPB) UFPB.
  • Marco Túlio Delgobbo Freitas INPG - INSTITUTO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO
  • Aaron Campos Marcelino Grupo de Pesquisa em Estudos Estratégicos e Segurança Internacional (GEESI/UFPB).

DOI:

https://doi.org/10.51359/1808-8708.2017.8293

Palavras-chave:

Base Industrial de Defesa, Aeronaves Remotamente Pilotadas, Brasil, Israel

Resumo

O  presente  artigo  analisa  os impactos  das  relações  Brasil-Israel  no processo de aquisição de capacidades  para a  produção  nacional  de  Aeronaves Remotamente Tripuladas (ARPs)  no contexto da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira. Desde o lançamento da Estratégia Nacional de Defesa em 2008 a BID se encontra em um processo de  revitalização  orientado para o acesso e  desenvolvimento  de  tecnologias  de  ponta.  A cooperação internacional se torna um instrumento necessário para o conhecimento e compreensão  da  tecnologia  (know why)  e  de  como  desenvolvê-la  e  adaptá-la  para  suas  especificidades  e necessidades  locais  (know-how) das  Forças Armadas  brasileiras. Neste sentido, o artigo indaga como a cooperação Brasil-Israel no setor de ARPs insere a BID noutro patamar da escala de produção militar.  A estratégia de investigação adotada no artigo foca nas relações no  âmbito  de  cooperação  interempresarial, como a criação de joint-ventures e o seus spillovers na dotação de capacidades nacionais em matéria de Defesa nos últimos anos.

Biografia do Autor

Augusto Wagner Menezes Teixeira Júnior, Programa de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais (PPGCPRI/UFPB) e Departamento de Relações Internacionais (DRI/UFPB) UFPB.

Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Área de Concentração "Relações Internacionais" e Linha de Pesquisa "Política Internacional Comparada". Mestre em Ciência Política e Bacharel em Ciências Sociais pela mesma instituição. Atualmente é professor Adjunto do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Líder do Grupo de Pesquisa em Estudos Estratégicos e Segurança Internacional (GEESI/UFPB /CNPq). Membro da Associação Brasileira de Estudos de Defesa (diretor financeiro, gestão 2014 - 2016). Palestrou em Cursos de Extensão e Congressos Acadêmicos do Ministério da Defesa (Brasil). Pesquisa na área de concentração de Relações Internacionais, atuando principalmente nos seguintes temas: Defesa e Segurança Internacional, América do Sul e Métodos Qualitativos Aplicados às Relações Internacionais. Conta com artigos publicados em periódicos e comunicações em anais de congressos e periódicos sobre os temas acima citados.

Marco Túlio Delgobbo Freitas, INPG - INSTITUTO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO

Possui graduação em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2004) e mestrado em Relacões Internacionais pela Universidade Federal Fluminense (2008). Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Política Internacional, atuando principalmente nos seguintes temas: guerra irregular, missões de paz, somália, estratégia, politica pública, e politica internacional. 

Aaron Campos Marcelino, Grupo de Pesquisa em Estudos Estratégicos e Segurança Internacional (GEESI/UFPB).

Tem experiência na área de Relações Internacionais, em questões voltadas à Segurança e Defesa Internacional, tendo em vista a sua participação no Grupo de Estudos Estratégicos de Segurança Internacional do curso de RI da UFPB. A participação de Congressos vinculados com a questão de Defesa Nacional em específico foram importantes para acumular conhecimento e experiências acadêmicas, como apresentação em equipe de artigo no X Congresso Acadêmico sobre a Defesa Nacional.

Referências

ABDI - AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL. Diagnóstico: Base Industrial de Defesa Brasileira. (Orgs) Marcos José Barbieri Ferreira; Fernando Sarti. – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. – Campinas: ABDI, NEIT-IE-UNICAMP, 2011.

ALBERTS, David S.; HAYES, Richard E. (2005), Power to the Edge: Command and Control in the Information Age. Washington: CCRP.

AMARANTE, José Carlos Albano. (2012), A Base Industrial de Defesa brasileira. IPEA, Rio de Janeiro,.

______. (2013), Processos de obtenção e tecnologia militar. IPEA, Rio de Janeiro.

ANDRADE, Rodrigo de Oliveira. (2013), “O voo do Falcão”. Revista Pesquisa FAPESP. Ed. 211. Disponível em <http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/09/12/o-voo-do-falcao/> Acesso em: 20 out. 2015.

AEL SISTEMAS. ARP monitora região do Riocentro durante Rio +20. Disponível em: <http://www.ael.com.br/noticias.php?cd_publicacao=54> Acesso em: 25 out. 2015.

______. Elbit Systems fechou o contrato para o fornecimento dos Hermes 900 UAS para à FAB. Disponível em: <http://www.ael.com.br/noticias.php?cd_publicacao=138> Acesso em: 25 out. 2015.

______. BID - Projeto ARP Falcão transferido para a HARPIA. Disponível em: <http://www.ael.com.br/noticias.php?cd_publicacao=85> Acesso em: 25 out. 2015.

AUSTIN, Reg. (2010), Unmanned Aircraft Systems: UAVS Design, Development and Deployment. WILEY, Reino Unido.

BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Agência Espacial Brasileira. Israel Aerospace Industries (IAI) anuncia parceria com a Dígitro. Disponível em <http://www.aeb.gov.br/israel-aerospace-industries-iai-anuncia-parceria-com-a-digitro/> Acesso em: 24 out. 2015.

______. (2008), Ministério da Defesa. Estratégia Nacional de Defesa, 1ª edição. Brasília, DF.

______. (2012), Ministério da Defesa. Estratégia Nacional de Defesa, 2ª edição. Brasília, DF.

______. (2012), Ministério da Defesa. Livro Branco sobre a Defesa Nacional. Brasília, DF.

______. Ministério de Relações Exteriores. Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Estado de Israel sobre Proteção de Informação Classificada e Materiais. Sistema de Consulado Integrado. Sistema Atos Internacionais Disponível em <http://dai-mre.serpro.gov.br/atos-internacionais/bilaterais/2010/acordo-entre-o-governo-da-republica-federativa-do-brasil> Acesso: 25 out. 2015.

BERKOK, Ugurhan, PENNEY, Christopher & SKOGSTAD, Karl. (2012), Defence Industrial Policy Approaches and Instruments. Disponível em: http://aerospacereview.ca/eic/site/060.nsf/vwapj/Def_Ind_Pol_Approaches_-_Final_Draft_-_July_13.pdf/$FILE/Def_Ind_Pol_Approaches_-_Final_Draft_-_July_13.pdf. Acesso em: 29.11.2016.

BIDDLE, Stephen. (2010), “Iraq, Afghanistan, and American military transformation”, In BAYLIS, John; WIRTZ, James J.; GRAY, Colin S. (Org.). Strategy in the contemporary world: an introduction to Strategic Studies. 3. ed. Oxford/New York: Oxford University Press.

CARVALHO, Robson dos Santos. Base Industrial de Defesa: elemento essencial de afirmação do Poder Nacional. 2013. 51 f. Monografia – Faculdade de Altos Estudos de Política e Estratégia. Escola Superior de Guerra, Rio de Janeiro – RJ.

CARVALHO, Robson Santana de. Base Industrial de Defesa: importância do fomento ao desenvolvimento tecnológico autônomo. 2012. 65 f. Monografia – Faculdade de Altos Estudos de Política e Estratégia. Escola Superior de Guerra, Rio de Janeiro – RJ.

COHEN, Eliot. (2012), “Technology and Warfare”, In BAYLIS, John; WIRTZ, James J.; GRAY, Colin S. (Org.). Strategy in the contemporary world: an introduction to Strategic Studies. 3. ed. Oxford/New York: Oxford University Press.Strategy in the contemporary world. 3rd edition.

COMDEFESA. Departamento da Indústria de Defesa/Fiesp. Análise COMDEFESA: Lei 12.598 e RETID – disposições e implicações. Brasília, 2012. Disponível em <http://www.fiesp.com.br/indices-pesquisas-e-publicacoes/analise-comdefesa-lei-12-598-e-retid-disposicoes-e-implicacoes/> acesso em 20 out. 2015.

COPPOLA, Gabrielle & SCHMIDT, Blake. World Cup drones from Tel Aviv bring fall of Rio Kingpin. Bloomberg Business, 2014. Disponível em: <http://www.bloomberg.com/news/articles/2014-06-11/world-cup-drones-from-tel-aviv-bring-fall-of-rio-kingpin> Acesso em: 25 out. 2015.

DAGNINO, Renato. (2010), A Indústria de Defesa no Governo Lula. São Paulo: Expressão Popular,.

DAVIS, Paul K.. (2010), Military Transformation? Which Transformation, and What Lies Ahead? Santa Monica, CA: RAND Corporation. Disponível em: http://www.rand.org/pubs/reprints/RP1413.html. Acesso em: 29.11.2016.

DUNNIGAN, James F. (2003), How to make a war. New York: William Morrow and Company.

FERREIRA, Marcos J. B. (2016), Mapeamento da Base Industrial de Defesa. Brasília : ABDI - Agência Brasileira de Desenvolvimento Indutrial: Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

FILHO, Geraldo Lesbat Cavagnari. (1993), “Ciência e Tecnologia no Brasil: uma nova política para um mundo global”. Núcleo de Estudos Estratégicos. Universidade Estadual de Campinas. Campinas – SP.

FLIGHT GLOBAL. Elbit becomes majority shareholder in AEL. Disponível em <https://www.flightglobal.com/news/articles/elbit-becomes-majority-shareholder-in-ael-134345/%3E/> Acesso em: 24 out. 2015.

HARPIA SISTEMAS. A Harpia Sistemas quer ser a Embraer das Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP). Disponível em: <http://harpiasistemas.com.br/about.html> Acesso em: 25 out. 2015.

HARTLEY, Keith; SANDLER, Todd. (1995), The economy of defense. Cambridge: Cambridge University Press.

KENNETT, Lee. (2015), A History of Strategic Bombing. New York: Charles Scribner's Sons, 1982.

LIBEL, Tamir & BOULTER, Emily. (2015), “Unmanned Aerial Vehicles in the Israel Defense Forces”. The RUSI Journal, 160:2, 68-75.

LONGO, Waldimir Pirró e. (2007), “Tecnologia Militar: conceituação, importância e cerceamento”. Fortaleza. Disponível em: <http://www.waldimir.longo.nom.br/artigos/112 A.doc>. Acesso em: 22 out. 2015.

PARKER, Dana. (2013), Building Victory: Aircraft Manufacturing in the Los Angeles area in world War II. California: Cypress.

PLAVETZ, Ivan. “Esquadrão Hórus completou quatro anos”. Tecnologia & Defesa. 4 de maio de 2015. Disponível em: http://tecnodefesa.com.br/esquadrao-horus-completou-quatro-anos/. Acesso em 29.11.2016.

RAMOS, Henrique Felipe. Aeronaves Remotamente Pilotadas como efeito multiplicado de forças na manutenção da soberania nacional: popularização da ferramenta enquanto agente transformador do cenário geopolítico. In: I CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA POLÍTICA, GEOPOLÍTICA E GESTÃO DO TERRITÓRIO, 2014. Rio de Janeiro. Porto Alegre: Editora Letra1; Rio de Janeiro: REBRAGEO, 2014, p. 1221-1231.

SÁNCHEZ, W. A. (2014), COHA Report: Drones in Latin America. Council on Hemispheric Affairs. Disponível em: http://www.coha.org/wp-content/uploads/2014/01/COHA_Sanchez_LATAM_Drones_Final_Jan122014.pdf. Acesso em: 29.11.2016.

SANTAYANA, 2012. “O cerco à indústria brasileira de defesa”. Jornal do brasil. 16 de agosto de 2012. Disponível em: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/08/16/o-cerco-a-industria-brasileira-de-defesa-2/.Acesso em: 29.11.2016.

STOCKHOLM INTERNATIONAL PEACE RESEARCH INSTITUTE - SIPRI.

Background paper on SIPRI military expenditure data, 2012. Estocolmo: SIPRI, 2013. Disponível em: <http://www.sipri.org/research/armaments/milex>. Acesso em: 22 out. 2015.

UNITED STATES SECURITIES AND EXCHANGE COMMISSION. Form 20-F – Elbit Systems Ltd. 2009. Disponível em <http://www.secinfo.com/d14D5a.s1kB3.htm> Acesso em: 24 out. 2015.

UPI. Brazil contracts for unmanned gun turrets. Disponível em: <http://www.upi.com/Business_News/Security-Industry/2011/01/06/Brazil-contracts-for-unmanned-gunturrets/UPI-66521294339687/#ixzz1FRaxcSGp> Acesso em: 24 out. 2015.

VIANELLO, Juliano M. (2016), Mapeamento da Base Industrial de Defesa. Brasília : ABDI - Agência Brasileira de Desenvolvimento Indutrial: Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Downloads

Publicado

2017-04-17

Edição

Seção

Dossiês