Quando artistas plantam árvores na cidade: abordando o futuro do planeta

Autores

  • João Miguel Diógenes de Araújo Lima Professor, Pótere Social/Faculdade Ratio

Palavras-chave:

Arte contemporânea, Cidade, Árvores, Híbrido, Multiespécie.

Resumo

Este artigo propõe um diálogo entre a sociologia da arte e a produção artística contemporânea a fim de abordar questões de tempo, espaço e ambiente. Aproxima-se de duas proposições artísticas da segunda metade do século XX: “Tree tenants” (como performance em 1973; e edificação em 1983), do austríaco Hundertwasser, e “7000 Oaks – City Forestation Instead of City Administration” (1982), land art do alemão Joseph Beuys. Com suas singularidades, os dois trabalhos têm em comum a ação de plantar árvores na cidade, produzindo um pensamento ao mesmo tempo questionador e propositivo sobre a relação entre ambiente construído e o que se convencionou chamar natureza. Nas interseções entre arte, política e cidade, a preocupação ambiental faz emergir uma política de vida que se projeta para inventar um futuro híbrido, multiespécies.

Biografia do Autor

João Miguel Diógenes de Araújo Lima, Professor, Pótere Social/Faculdade Ratio

Mestre em Sociologia (2014) pela Universidade Federal do Ceará

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Publicado

2018-08-21

Edição

Seção

Artigos