Strategies for Reducing Methane Emissions from Ruminants (Estratégias para a Redução da Emissão de Metano por Ruminantes)

Carlos E. Lascano, Juan E. Carulla, Juan De Jesus Vargas

Resumo


Há fortes evidências que as atividades humanas estão afetando o clima global por meio da produção de Gases de Efeito Estufa (GEE), dos quais o metano (CH4) tem elevado potencial de aquecimento. A fermentação entérica e o esterco dos ruminantes representam cerca de 30 a 40% do total das emissões antropogênicas de CH4. Este artigo traz um resumo de tecnologias existentes para reduzir as emissões de CH4 entéricas dos ruminantes, com ênfase à manipulação dietética e ruminal, à seleção/reprodução animal e à melhoria dos sistemas de produção. As diferenças na produção de CH4 entérica entre as espécies animais com base na anatomia do trato gastrointestinal, fisiologia digestiva, fermentação ruminal e nos hábitos de pastejo também são discutidas. A inibição da emissão de CH4 entérica é possível por meio do uso de ionóforos, ácidos orgânicos e óleos. Plantas alimentares contendo metabólitos secundários (taninos e saponinas i.e.) também podem reduzir a produção de CH4. O uso de animais reprodutores para melhorar a eficiência de conversão alimentar (menor consumo residual) pode contribuir com a redução da emissão total de CH4, além de reduzir a emissão por unidade de produto. Resultados utilizando o modelo IPCC nível II prevê que caprinos e vacas de elevada produção leiteira podem apresentar menor emissão de CH4 por unidade de produto em comparação com animais zebuínos e ovinos, enquanto os pequenos ruminantes (caprinos e ovinos) produzem menos CH4 por unidade de ganho de peso corporal (carne), em relação aos bovinos. A melhoria da qualidade das forragens e a implementação de práticas eficientes de uso das pastagens (sistema de pastejo e taxas de lotação) podem na maioria dos casos promover maior produção animal e incrementar a emissão absoluta de CH4, mas também reduzir a emissão de CH4 por unidade de produto animal.

Palavras - chave: mudanças climáticas, gases do efeito estufa, bovinos, ovinos, caprinos, manipulação da dieta, manipulação ruminal, criação de animais, intensificação, modelagem.

 

Estratégias para a Redução da Emissão de Metano por Ruminantes

 

A B S T R A C T

There is irrefutable evidence that human activities are affecting the global climate through the production of Green House Gases (GHG) of which methane (CH4) has a high warming potential. Enteric fermentation and manure from ruminants represent about 30 to 40% of the total anthropogenic CH4 emissions. This paper summarizes existing technologies to reduce enteric CH4 emissions in ruminants given emphasis to dietary and rumen manipulation, animal selection/ breeding and improvement of production systems. Differences in enteric CH4 production among animal species based on anatomy of the GI tract, digestive physiology, rumen fermentation and grazing habits are also discussed. Inhibition of enteric CH4 emission is possible through the use of ionophores, organic acids and oils. Feeding plants containing secondary metabolites (i.e. tannins and saponins) can reduce CH4 production. Breeding for improved feed conversion efficiency (lower residual feed intake) is likely to reduce total and per unit product CH4 emissions. Results using the IPCC Tier II model predict that goats and high producing dairy cattle can potentially produce less CH4 emissions per unit of milk than Cebu cattle or sheep, while small ruminants (goats and sheep) produce less CH4 per unit of live weight gain (meat) than cattle. The introduction of improved high quality forages and the implementation of efficient pasture utilization practices (grazing system and stocking rate) can result in most cases in improved animal production and in increased absolute CH4 emissions, but in reduced CH4 per unit of animal product.

Keywords: climate change, greenhouse gases, cattle, sheep, goats, dietary manipulation, rumen manipulation, animal breeding, intensification, modelling


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DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v4.6.p1315-1335



      

Revista Brasileira de Geografia Física - ISSN: 1984-2295

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