Análise da degradação da vegetação nativa em área de preservação permanente na Paraíba

Viviane Farias Silva, Julia Soares Pereira, Ana Maria Ferreira Cosme, Dihego Sousa Pessoa, Wanessa Alves Martins, Vera Lucia Antunes Lima, Jose Dantas Neto

Resumo


A supressão da vegetação nativa para a expansão agropecuária ou para outro tipo de uso, tem agravado o processo de degradação florestal, ocasionando impactos negativos. Assim, este estudo teve como objetivo o mapeamento da vegetação da APP no Horto Florestal Olho D´água da Bica, do município de Cuité – PB, quantificando as áreas alteradas da vegetação densa, vegetação rala e o solo exposto, através das mudanças espectrais em quatro anos (2015 a 2018), visando obter maior conhecimento sobre a sua preservação. Foram utilizadas imagens de satélite Landsat 8 que possuíam menores coberturas de nuvens. A interpretação visual de imagens de satélite ocorre através da extração de padrões texturais nas bandas monocromáticas e nas composições coloridas. A partir, dos resultados observou-se que a vegetação densa sofreu uma significativa redução ao longo dos anos e que a vegetação rala e o solo exposto obtiveram um maior crescimento no período analisado.  Desta forma, conclui-se que a degradação da vegetação, ocorreu ao longo dos anos, sendo necessário uma intervenção e plano de recuperação da área.  A vegetação densa teve redução significativa, enquanto houve elevação da vegetação rala. Assim, torna necessário a aplicação de projetos de educação ambiental na comunidade para incentivar a conscientização e preservação desta APP.

 

 

Analysis of the degradation of native vegetation in a permanent preservation area in Paraíba

 

A B S T R A C T

The removal of native vegetation to agricultural expansion or for other use, has aggravated the process of forest degradation, causing negative impacts. Thus, this study aimed to the mapping of the vegetation of the APP in the Horto Florestal Eye D ´ water da Bica, the municipality of Cuité-PB, quantifying the altered areas of dense vegetation, thin vegetation and soil exposed, through the spectral changes in four years (2015 to 2018), in order to gain greater knowledge of your preservation. Landsat satellite images were used 8 who had lower cloudiness. The visual interpretation of satellite imagery occurs through the extraction of textural patterns in monochrome and colored bands in the compositions. From the results, it was observed that the dense vegetation has suffered a significant reduction over the years and that the thin vegetation and exposed soil obtained a higher growth in the period analyzed. Thus, it is concluded that the degradation of vegetation, occurred over the years, requiring an intervention and recovery plan of the area. The dense vegetation had significant reduction, while there were thin vegetation elevation. So, makes necessary the implementation of environmental education projects in the community to encourage the awareness and preservation of this APP.

Keywords: vegetation cover, permanent preservation area, environmental education.

 


Palavras-chave


cobertura vegetal, área de preservação permanente, educação ambiental.

Texto completo:

PDF

Referências


Arvor, D.; Durieux, L.; Andrés, S.; Laporte, M. A. Advances in geographic object-based image analysis with ontologies: a review of main contributions and limitations from a remote sensing perspective. ISPRS Journal of Photogrammetry and Remote Sensing, v.82, p.125-137, 2013. DOI: 10.1016/j. isprsjprs.2013.05.003

Aguiar, A.E.X.; Oliveira, I.P.; CRUZ, M.L.B. Degradação Ambiental/Desertificação na região de Canindé‐CE: Análise e Mapeamento espectro‐temporal a partir de Imagens Landsat. In: IV Seminário Latino Americano de Geografia Física. Universidade de Coimbra, 2010.

Araújo, I. O Olho D' Água: Patrimônio, História e Suas Possibilidades (sem ponto final). 2011.Disponível em: Acesso em 1 de fevereiro de 2018.

Arraes, R. A.; Mariano, F. Z.; Simonassi, A. G. Causas do desmatamento no Brasil e seu ordenamento no contexto mundial. Rev. Econ. Sociol. Rural, Brasília, v. 50, n. 1, p. 119-140, 2012. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0103- 20032012000100007, 2012.

Borges, L.A.C.; Rezende, J.L.P.; Pereira, J.A.A.; Coelho Junior, L.M.; Barros, D.A. Áreas de preservação permanente na legislação ambiental brasileira. Ciência Rural, v.41, n.7, p.1-9, 2011.

BRASIL, Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Brasília, 25 de maio de 2012, 38 p. 2012.

Carvalho, T. M.; Carvalho, C. M. Sistemas de informações geográficas aplicadas à descrição de habitats. Acta Scientiarum. Human and Social Sciences. Maringá, v. 34, n. 1, p. 79-90, 2012.

Coutinho, L.M.; Zanetti, S.S.; Cecílio, R.A.; Garcia, G.O.; Xavier, A.C. Usos da Terra e Áreas de Preservação Permanente (APP) na Bacia do Rio da Prata, Castelo-ES. Revista Floresta e Ambiente, out./dez.; 20(4):425-434, 2013.

Crispim, A. B.; Melo, C. C. F.; Almeida, I. C. S.; Oliveira, L. S.; BASES INTRODUTÓRIAS SOBRE DEGRADAÇÃO AMBIENTAL NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO. In: 3° Seminário Regional Norte e Nordeste de Pós-Graduação em Geografia. 2013. João Pessoa/PB. Anais. João Pessoa/PB: UFPB, 2013. Disponível em: http://www.geociencias.ufpb.br/posgrad/sernne/artigo16.pdf, 2013.

Duro, D. C.; Franklin, S. E.; Dubé, M. G.A comparison of pixel-based and object-based image analysis with selected machine learning algorithms for the classification of agricultural landscapes using SPOT-5 HRG imagery. Remote Sensing of Environment, vol.118, p.259-272, 2012.

Eugenio, F.C.; Santos, A.R.; Louzada, F.L.R.O.; Pimentel, L.B.; Moulin, J.V. Identificação de áreas de preservação permanente no município de Alegre utilizando geotecnologia. Cerne; 17(4): 563-571, 2011.

Fernandes, R.R.; Nunes, G.M.; Silva, T.S.F. Classificação orientada a objetos aplicada na caracterização da cobertura da terra no Araguaia. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.47, p.1251-1260, 2012. DOI: 10.1590/S0100-204X2012000900010.

Freitas, E.P.; Moraes, J.F.L.; Peche Filho, A.; Storino, M. Indicadores ambientais para áreas de preservação permanente. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v.17, n.4, p.443-449, 2013.

Fochi, D. A. T, Corazza, R., Mesacasa, L.; Melo, N. G. Utilização de ferramentas de geoprocessamento para a delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) no município de Passo Fundo, segundo o Novo Código Florestal (Lei 12.651-2012). VI Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental Porto Alegre/RS. 5 p., 2015.

Hott, M.C.; Guimarães, M.; Miranda, E.E. Método para a determinação automática de áreas de preservação permanente em topos de morros para o Estado de São Paulo, com base em geoprocessamento. Campinas: Embrapa Monitoramento por Satélites, 2004.

IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE Cidade 2018. Disponível em: . Acesso em: 08 de fevereiro de 2019.

Lira, D.R.; Araújo, M. do S.B.; DE Sá, E.V.; Sampaio, B.; Silva, H.A da. Mapeamento e Quantificação da Cobertura Vegetal do Agreste Central de Pernambuco Utilizando o NDVI1. Revista Brasileira de Geografia Física 03 (2010) 157-162, 2010.

Medeiros, A. D. et al. HORTO FLORESTAL OLHO D’ÁGUA DA BICA COMO RECURSO PARA AS LAVADEIRAS DE ROUPA DO MUNICÍPIO DE CUITÉ-PB, CONIDIS, 2016. Disponível em: https://editorarealize.com.br/revistas/conidis/trabalhos/TRABALHO_EV064_MD4_SA5_ID1635_24102016230800.pdf. Acessado em: 1 de fevereiro de 2018, 2016.

Mesquita, R. A. S.; Brito, M. R.; Marinho, A. A.; Muraishi, C. T. A Importância das Áreas de Preservação Permanete (APP’s). Palmas - TO, 5 p., 2011.

MMA – MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Áreas de Preservação Permanente e Unidades de Conservação & Áreas de Risco. O que uma coisa tem a ver com a outra? Relatório de Inspeção da área atingida pela tragédia das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro / Wigold Bertoldo Schäffer... [et al.]. – Brasília: MMA, 152 p., 2011.

Moreira, J. C.; Peres, F.; Simões, A. C.; Pignati, W. A.; Dores,E. C.; Vieira, S. N.; Strüssmann, C.; Mott, T. Contaminação de águas superficiais e de chuva por agrotóxicos em uma região do estado do Mato Grosso. Ciência & Saúde Coletiva. v.17, p.1557-1568, 2012.

Nascimento, P. S. R.; Petta, R. A.; Campos, T. C. Mapeamento temático da Província Pegmatítica Borborema no Estado do Rio Grande do Norte: municípios de Parelhas e Equador. Revista Geonordeste, v.25, p.57-72, 2014.

Novack, T.; Kux, H.; Feitosa, R.Q.; Costa,G.A.O.P. A knowledge-based, transferable approach for block-based urban land-use classification. InternationalJournal of Remote Sensing, v.35, p.4739-4757, 2014. DOI:10.1080/01431161.2014.921943.

Salamene, S.; Francelino, M. R.; Valcarcel, R.; Lani, J. L.; Sá, M. M. F. Estratificação e caracterização ambiental da área de preservação permanente do rio Guandu/RJ. Revista Árvore, v.35, p.221-231, 2011.

Santos, L.C.H dos.; Santos, E.S.; Dantas, T.; Medeiros, M,S. Horto Florestal Olho d’água da bica: Despejo de lixo como problemática ambiental. Anais III CONAPESC, v. 1, ISSN 2525-3999, 2018.

Santos, C.A.G.; Santos, I.S. Ecotaxonomia de cianobactérias no horto florestal olho d´água da bica – CUITÉ – PB. Educação Ciência e Saúde, v.2, n.1, p.35 -49,2015.

Soares, V.P.; Moreira, A.A.; Ribeiro, C.A.A.S.; Gleriani, J.M. Mapeamento das áreas de preservação permanente e dos fragmentos florestais naturais como subsidio à averbação de Reserva Legal em imóveis rurais. Cerne; 17(4): 555-561, 2011.

Sherman, G.E.; Sutton, T.; Blazek, R.; Holl, S.; Dassau, O.; Morely, B.; Mitchell, T.; Luthman, L. Quantum GIS User Guide - Version 2.8 “Wien”. 2016.

Zabendzala, C.; Costa, A.D.; Oliveira, R.C.A.; Lima, D.C.F. Conservação da Caatinga: vivência ao ar livre no Olho D’água da Bica, Cuité-PB. In: I congresso Internacional do Semiárido, Campina Grande, PB, 2016.




DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v13.1.p121-130

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

      

Revista Brasileira de Geografia Física - ISSN: 1984-2295

Creative Commons License
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License