Diagnóstico Físico Conservacionista (DFC) como metodologia para a quantificação da degradação ambiental na bacia hidrográfica do Rio Judia - Acre
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v14.2.p801-815Resumo
A degradação ambiental de uma bacia hidrográfica pode ser resultado de uma série de ações geradas pela atividade antrópica, podendo ser analisadas de forma sistêmica através do diagnóstico físico conservacionista, para diagnosticar os impactos ambientais negativos e ajudar no planejamento ambiental das bacias hidrográficas. Neste trabalho foi aplicada a metodologia do Diagnóstico físico conservacionista (DFC) na bacia hidrográfica do Rio Judia, localizada em Rio Branco – Acre. Para isso, os parâmetros foram adaptados para a realidade local, sendo aplicados por meio de técnicas de geoprocessamento, a fim de identificar e quantificar o grau de degradação da bacia hidrográfica entre os anos de 2006 à 2019. Os resultados apontaram que, o médio curso obteve o maior grau de degradação, 23. O baixo curso obteve valor 22 e o auto curso valor 21. Todos os três cursos da bacia hidrográfica tiveram valores elevados de degradação, indicando que recursos naturais como solo, floresta e água encontram-se ameaçados por atividades antrópicas como: pecuária, uso indiscriminado da água e ocupações irregulares. Conclui-se que a metodologia do DFC possibilitou a correta identificação quanto ao grau de degradação da bacia do Rio Judia, apontando os parâmetros que mais contribuíram para o atual cenário ambiental.
Physical Conservationist Diagnosis (PCD) as a methodology for quantifying environmental degradation in the Rio Judia river basin - Acre
A B S T R A C T
The environmental degradation of a hydrographic basin can be the result of a series of actions generated by anthropic activity, which can be analyzed in a systemic way through the physical conservationist diagnosis, to diagnose the negative environmental impacts and help in the environmental planning of the hydrographic basins. In this work, the methodology of physical conservationist diagnosis (PCD) was applied in the Judia River basin, located in Rio Branco - Acre. For this, the parameters were adapted to the local reality, being applied through geoprocessing techniques, in order to identify and quantify the degree of degradation of the watershed between 2006 and 2019. The results showed that the mean course obtained the highest degree of degradation, 23. The low course obtained value 22 and the auto course value 21. All three courses of the watershed had high degradation values, indicating that natural resources such as soil, forest and water are threatened by anthropic activities such as livestock, indiscriminate use of water and irregular occupations. It was concluded that the PCD methodology allowed the correct identification of the degree of degradation of the Judia River basin, pointing out the parameters that most contributed to the current environmental scenario.
Keywords: degree and degradation, environment, hydrographic Basin
Downloads
Referências
ACRE. Governo do Estado do Acre. Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Acre, Fase II (Escala 1:250.000): Documento Síntese. 2. Ed. Rio Branco: SEMA, 2010. 356p.
Alves, T.M., Pena, D.S., Casaroli, D., Evangelista, A.W.P., Almeida, R.T.S., 2018. Diagnóstico Físico Conservacionista da microbacia do Ribeirão Inhumas -GO. Revista Geonorte, v. 9, n. 33, p. 66-80. DOI: https://doi.org/10.21170/geonorte.2018.V.9.N.33.066.080. Acesso: 14 jul. 2020.
Beltrame, A.V., 1994. Diagnóstico do meio físico de bacias hidrográficas: modelo e aplicação. Florianópolis: Ed. da UFSC, 112 p.
Carvalho, H.J.M., Ribeiro, C.A.M., Santos, M.A., Carvalho, P.V.R., 2019. Estimativa de perda de solo por erosão laminar em Lucena-PB. Revista de Geociências do Nordeste, v. 5, n especial, p. 1-12. DOI: https://doi.org/10.21680/2447-3359.2019v5n0ID17972. Acesso: 17 jul. 2020.
Cavalcante, A.E.Q.M., Mendonça, I.F.C., Lima, J.R.L., Medeiros, F.S., Silva, R.P.S., Justino, S.T.P., Freitas, A.L, Almeida, E.P., Vidalett, S.F., 2019. Physical and Conservational Diagnoses of the Hydrographic Micro - Bacy of Rio Farinha. Jornal de Agricultura Experimental Internacional, v. 31, p. 1-14. DOI: https://doi.org/10.9734/jeai/2019/v31i130062. Acesso: 27 jul. 2020.
CHALISE, Devraj; KUMAR, Lalit. (2020) Land use change affects water erosion in the Nepal Himalayas. PLoS ONE 15(4): e0231692. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0231692
CHUEH, A.M; SANTOS, L.J.C., 2005. Análise do potencial de degradação ambiental na bacia hidrográfica do Rio Pequeno em São José dos Pinhais/PR, por meio do DFC - Diagnóstico Físico Conservacionista. R. RA´E GA, n. 10, p. 61-71. DOI: http://dx.doi.org/10.5380/raega.v10i0.4987
Crepani, E., Medeiros, J.S., Palmeira, A.F., 2004. Intensidade Pluviométrica: uma maneira de tratar dados pluviométricos para análise da vulnerabilidade de paisagens à perda de solo. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), São José dos Campos - SP. Disponível em: http://mtc-m12.sid.inpe.br/rep/sid.inpe.br/sergio/2004/08.24.10.43?mirror=sid.inpe.br/banon/2001/04.06.10.52.39&metadatarepository=sid.inpe.br/sergio/2004/08.24.10.43.26. Acesso em jul 2020.
Farias, E.S., Quinelato, R.V., Brito, J.M.S., Andrade, D.S., Silva, J.B.L., 2020. Evolução temporal no uso e ocupação do solo no município de Itanhém, Bahia. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 2, p. 9161-9130. DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n2-287.
Filho, B.C., Bhering, S.B., Junior, W.C., Calderano, S.B., Chagas, C.S., Polivanov, H.. 2019. Uso e cobertura vegetal das terras de áreas tropicais montanhosas da serra dos Órgãos, estado do Rio de Janeiro/Land use and vegetation cover of mountainous tropical areas in Serra dos Orgãos mountain range, state of Rio de Janeiro. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 2, n.4. Disponível: http://www.brazilianjournals.com/index.php/BJAER/article/view/2585/2784. Acesso: 17 jun. 2020.
GIORDANO, L; FERRARO, L. Conservation or development? An environmental function analysis assessment of the Volturno River coastal zone (central Tyrrhenian Sea – Italy). Journal of Coast Conservation 24, 6 (2020). https://doi.org/10.1007/s11852-019-00717-8
GRUPO de estudos e serviços ambientais (2019). AcreBioClima, Rio Branco - Acre. Disponível em: http://www.acrebioclima.pro.br/. Acesso: 01 jun de 2020.
IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatisca, 2013. Manual Técnico de Uso da Terra. Séries Manuais Técnicos em Geociências. 3 ed. Rio de Janeiro, n. 7. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv81615.pdf. Acesso: 9. jul de 2020.
KABUYA, Pierre M. Establishing uncertainty ranges of hydrologic indices across climate and physiographic regions of the Congo River Basin. Journal of Hydrology: Regional Studies. Volume 30, August 2020, 100710. https://doi.org/10.1016/j.ejrh.2020.100710
Leal, A.C. Planejamento ambiental de bacias hidrográficas como instrumento para o gerenciamento de recursos hídricos. Entre-Lugar, ano 3, n.6, p 65-84, 2012. Disponível em: http://ojs.ufgd.edu.br/index.php/entre-lugar/article/view/2447/1398. Acesso: 16 jul. 2020.
Lima, W.P. Hidrologia florestal aplicado ao manejo de bacias hidrográficas. Piracicaba – São Paulo, 245p. 2008. Disponível em: http://www.faesb.edu.br/biblioteca/wp-content/uploads/2017/09/hidrologia1.pdf. Acesso em 16 jul. 2020.
Martins, W.L.D., Blanco, C.J.C., Melo, A.M.Q., 2020. Potencial erosivo das chuvas nos estados do Maranhão e Pará via análise da distribuição espacial da erosividade. Geoambiente (On-line), v. 36. Disponível: https://www.revistas.ufg.br/geoambiente/article/view/60668/34682. Acesso: 28 jun. 2020.
Oliveira, J.L., Fehr, M., 2020. Análise da Vulnerabilidade Erosiva Para a Bacia Hidrográfica do Ribeirão Conquistinha no Oeste de Minas Gerais, Brasil. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 12, n. 7, p. 2428-2444, jan. DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v12.7.p2428-2444. Acesso: 11 ago. 2020.
Oliveira, T.H., Galvíncio, J.D., 2008. Caracterização ambiental da bacia hidrográfica do rio Moxotó – PE usando sensoriamento remoto termal. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 1, n. 2, p. 30-49. DOI: https://doi.org/10.5935/1984-2295.20080009. Acesso: 19 ago. 2020.
Olszevski, N.; Filho, E.I.F.; Costa, L.M., Schaefer, C.E.G.R., Souza, E., Costa, O.D.A.V. (2011) Morfologia e aspectos hidrológicos da bacia hidrográfica do rio Preto, divisa dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Revista Árvore, v. 35, n. 3, p. 485-492, 2011. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-67622011000300011. Acesso: 20 ago. 2020.
Pavanis, E.V, Chuerubim, M.L., 2013. Geoprocessamento da bacia do córrego vinhedo em Uberlândia - MG. Boletim Goiano de Geografia (Online), Goiás, v. 33, n. 2, p. 135 - 153, julho de 2013. DOI: https://doi.org/10.5216/bgg.v33i2.25561. Acesso: 10 jul. 2020.
Ramos, A.P.M. Rodrigues, B.M., Osco, L.P., Antunes, P.A., 2018. Abordagem sistemática de projeto cartográfico para a análise da qualidade ambiental de bacia hidrográfica. Revista Brasileira de Geografia Física (Online), v. 11, n. 3, p. 1079-1100. DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v11.3.p1079-1100. Acesso: 01 ago. 2020.
Roboredoa, D.; Bergamascob, S.M.P.P., Bleicha, M.E., 2016. Aggregate index of social–environmental sustainability to evaluatethe social–environmental quality in a watershed in the Southern Amazon. Ecological Indicators, v. 63, p. 337-345. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ecolind.2015.11.042. Acesso: 15 ago. 2020.
Sampaio, M.V., Santos, M.S., Rocha, J.S.M., Paula, M.D., Mendes, A.V., 2010. Deterioração físico-conservacionista da sub - bacia hidrográfica do Rio Ibicuí-Mirim – RS. Ciênc. agrotec. v. 34, n. 2, 2010. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-70542010000200005. Acesso: 18 ago. 2020.
Silva, V.F., Pereira, J.S.P., Cosme, A.M.F., Pessoa, D.S., Martins, W.A., Lima, V.L.A., Dantas Neto, J., 2020. Análise da degradação da vegetação nativa em área de preservação permanente na Paraíba. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 13, n. 1, p. 121-130. DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v13.1.p121-130. Acesso: 25 jun. 2020
Vieira, D.M.S., Torres, J.L.R., Barreto, A.C., 2019. Avaliação morfométrica e vazão da microbacia do Córrego do Inhame, em Uberaba-MG. Revista Brasileira de Ciência, Tecnologia e Inovação, v. 3, n. 2, p. 105-114, 2019. DOI: https://doi.org/10.18554/rbcti.v3i2.3331. Acesso: 23 mai. 2020.
Xavier, F.V., Karoley, L.C., Silveira, A., Salomão, F.X.T., 2010. Análise da Suscetibilidade à Erosão Laminar na Bacia do Rio Manso, Chapada dos Guimarães, MT, Utilizando Sistemas de Informações Geográficas. Revista Brasileira de Geomorfologia, v. 11, n. 2, p. 51-60. Disponível em: http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/151/145. Acesso: 06 jul. 2020.
Wisler, C.D. e Brater, E. F. Hidrologia. Ao Livro Técnico. Rio de Janeiro, 484 p, 1964.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 Francisco Ivam Castro do Nascimento, Waldemir Lima dos Santos, Derlangela Lira da Silva, Rodrigo Otávio Peréa Serrano

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam na Revista Brasileira de Geografia Física concordam com os seguintes termos:
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (exemplo: depositar em repositório institucional ou publicar como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão para disponibilizar seu trabalho online antes ou durante o processo editorial, em redes sociais acadêmicas, repositórios digitais ou servidores de preprints. Após a publicação na Revista Brasileira de Geografia Física, os autores se comprometem a atualizar as versões preprint ou pós-print do autor, nas plataformas onde foram originalmente disponibilizadas, informando o link para a versão final publicada e outras informações relevantes, com o reconhecimento da autoria e da publicação inicial nesta revista.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.






