Fragilidade ambiental emergente da bacia hidrográfica do rio Santa Maria do Doce – ES, Brasil

Rubyana dos Santos Vieira, Elvis Pantaleão Ferreira, Fernando Cartaxo Rolim Neto, Ednaldo Miranda de Oliveira, Salatiel Ewen Braga

Resumo


O estudo da fragilidade ambiental emergente é uma importante ferramenta de diagnóstico, fornecendo informações mais próximos do cenário ambiental da área e, assim, auxiliar na tomada de decisões para a implantação de políticas públicas. Para intervir nas ações antrópicas em favor da sustentabilidade e da responsabilidade ambiental, é fundamental reconhecer potencialidades e fragilidades inerentes aos espaços geográficos. Para tanto, objetivou-se com este trabalho, determinar e avaliar a fragilidade ambiental emergente, na bacia hidrográfica do rio Santa Maria do Doce no estado do Espírito Santo – Brasil, mediante análise integrada dos componentes ambientais relacionada ao relevo, às características do solo e aos diferentes tipos de uso e cobertura da terra que se inter-relacionam e resultam em diferentes níveis de fragilidade ambiental. O modelo metodológico fundamentou-se em ferramentas já consolidadas pela pesquisa acadêmica, incluindo adaptações, conforme as especificidades da área de estudo, mediante a aquisição de planos de informações geográficas disponibilizados por órgãos oficiais. A pesquisa contemplou também visitas de campo, ocasião em foram realizados registros fotográficos da em pontos da área de estudo. Os produtos cartográficos obtidos mostraram-se efetivo para relacionar causas a efeitos homem natureza, perceptíveis na bacia hidrográfica do rio Santa Maria do Doce. Evidenciando aspectos ambientais que devem ser priorizados, quando se trata da preservação do ambiente e da relação harmônica do homem com a natureza. Foi possível identificar que a bacia hidrográfica, tem predomínio da classe de fragilidade ambiental média, que está relacionada em especial ao tipo de solo e uso e cobertura, indicando a existência de locais com perturbações ambientais e suscetíveis aos danos com processos erosivos, que podem promover perda de solo e assoreamento requerendo assim, maior atenção dos gestores municipais na gestão e ordenamento do territórios inseridos na bacia hidrográfica do rio Santa Maria do Doce.


Palavras-chave


Geotecnologia, recursos naturais, ordenamento territorial.

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DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v14.3.p%25p

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