Fragilidade ambiental emergente da bacia hidrográfica do rio Santa Maria do Doce – ES, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v14.3.p1253-1267Palavras-chave:
Geotecnologia, recursos naturais, ordenamento territorial.Resumo
O estudo da fragilidade ambiental emergente é uma importante ferramenta de diagnóstico, fornecendo informações mais próximos do cenário ambiental da área e, assim, auxiliar na tomada de decisões para a implantação de políticas públicas. Para intervir nas ações antrópicas em favor da sustentabilidade e da responsabilidade ambiental, é fundamental reconhecer potencialidades e fragilidades inerentes aos espaços geográficos. Para tanto, objetivou-se com este trabalho, determinar e avaliar a fragilidade ambiental emergente, na bacia hidrográfica do rio Santa Maria do Doce no estado do Espírito Santo – Brasil, mediante análise integrada dos componentes ambientais relacionada ao relevo, às características do solo e aos diferentes tipos de uso e cobertura da terra que se inter-relacionam e resultam em diferentes níveis de fragilidade ambiental. O modelo metodológico fundamentou-se em ferramentas já consolidadas pela pesquisa acadêmica, incluindo adaptações, conforme as especificidades da área de estudo, mediante a aquisição de planos de informações geográficas disponibilizados por órgãos oficiais. A pesquisa contemplou também visitas de campo, ocasião em foram realizados registros fotográficos da em pontos da área de estudo. Os produtos cartográficos obtidos mostraram-se efetivo para relacionar causas a efeitos homem natureza, perceptíveis na bacia hidrográfica do rio Santa Maria do Doce. Evidenciando aspectos ambientais que devem ser priorizados, quando se trata da preservação do ambiente e da relação harmônica do homem com a natureza. Foi possível identificar que a bacia hidrográfica, tem predomínio da classe de fragilidade ambiental média, que está relacionada em especial ao tipo de solo e uso e cobertura, indicando a existência de locais com perturbações ambientais e suscetíveis aos danos com processos erosivos, que podem promover perda de solo e assoreamento requerendo assim, maior atenção dos gestores municipais na gestão e ordenamento do territórios inseridos na bacia hidrográfica do rio Santa Maria do Doce.
Emerging environmental fragility from the Santa Maria do Doce hydrographic basin - ES, Brazil
A B S T R A C T
The study of the emerging environmental fragility is an important diagnostic tool, providing information closer to the environmental scenario of the area, helping in decision-making for the implementation of public policies. In order to intervene in human actions in favor of sustainability and environmental responsibility, it is essential to recognize the potential and weaknesses inherent in geographical spaces. The present work had as objective the determination and evaluation of the emerging environmental fragility in the basin of the Santa Maria do Doce river, in the state of Espírito Santo - Brazil. An integrated analysis of the environmental components was carried out, related to the relief, the characteristics of the soil and the different types of land use and cover that are interrelated and result in different levels of environmental fragility. The methodological model was based on tools already consolidated by academic research, including adaptations, according to the specificities of the study area, through the acquisition of geographic information plans made available by official agencies. The research also included field visits, on which occasion photographic records were taken at points in the study area. The cartographic products obtained proved to be effective in relating causes to man-nature effects, perceptible in the basin of the Santa Maria do Doce River. Environmental aspects were highlighted that should be prioritized when it comes to preserving the environment and the harmonious relationship between man and nature. It was possible to identify that in the basin there is a predominance of the class of medium environmental fragility. This fragility is mainly related to the use, cover and type of soil, indicating the existence of places with environmental disturbances and susceptible to damage caused by erosive processes. Such processes can promote soil loss and siltation of drainage channels, thus requiring greater attention from municipal managers in ordering the land occupation in the basin of the Santa Maria do Doce River.Keywords: Geotechnology, natural resources, territorial ordering.Downloads
Referências
Allué, C.; Arranz, J.; Bava, J.; Beneitez, J.; Collado, L.; García López, J. 2010. Caracterización y cartografía fitoclimática del bosque nativo subantártico en la Isla Grande de Tierra del Fuego (Patagonia, Argentina). Forest Systems 19(2): 189-207. 2010. Disponível em . Acesso em 04 Jan 2021.
Andognini, J.; Albuquerque, J. A;. Warmling, M. I.; Teles, J. S.; Silva, G. B. 2020. Efeito da compactação do solo na produtividade da aveia-preta em Santa Catarina, Brasil. Revista Brasileira de Ciência do Solo, volume 44, Viçosa, 22 de julho de 2020. Disponível em <<https://doi.org/10.36783/18069657rbcs20190157>>. Aceso em 17 jan 2021.
BRASIL. Lei n° 10.257, de 10 de julho de 2001. (Estatuto das Cidades). Disponível em << http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10257.htm>>. Acesso em 17 jan 2021.
BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm>. Acesso em 11 jan. 2021.
CGIAR-CSI. The CGIAR Consortium for Spatial Informations. 2008. Disponível em: < http://srtm.csi.cgiar.org/>. Acesso em: set. 2019.
Cruz, L. M.; Pinese Júnior, J. F.; Rodrigues, S. C. 2010. Abordagem Cartográfica da Fragilidade Ambiental da Bacia Hidrográfica do Glória – MG. Revista Brasileira de Cartografia, Brasília, n. 62, v. 3, p. 505-516, 2010.
ECOPLAN. 2010. Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e Planos de Ações para as Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos no Âmbito da Bacia do Rio Doce. Disponível em:<http://www.cbhdoce.org.br/wp-content/uploads/2014/10/PARH_SM_Doce.pdf>. Acesso em 14 de dez 2019.
EMBRAPA. 1999 – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Rio de Janeiro, 1999.
Ferreira E. P.; Ferreira, J. T. P.; Ferreira, A. C.; Pantaleão, F. S.; Silva, W. C. 2011. Evolução e análise das ações do comitê da bacia hidrográfica do Rio Santa Maria do Rio Doce localizado no estado do Espírito Santo. Enciclopédia Biosfera, Goiânia, v.7, n 13, p. 1143-1153, out./nov. 2011.
Ferreira E. P.; Pantaleão, F. S.; Ferreira, J. T. P.; Ferreira, A. C. 2012. Diagnóstico Ambiental das Áreas de Extração de Argila em Município Produtor de Cerâmica Vermelha. In: Enciclopédia Biosfera, Goiânia, v.8, N.14; p. 1143 – 2012.
Ferreira, E. P; Loss, J. B; Barcellos, A.; Ferreira, A. F. 2020. Crise hídrica na bacia hidrográfica do rio Santa Maria do Doce – ES: caracterização, avanços e desafios. Revista Ifes Ciência, 6(4), 114-131. Disponível em: < https://doi.org/10.36524/ric.v6i4.745>. Acesso em: 03 jan. 2020.
Ferreira, N. H.; Ferreira, C. A. B. V.; Gouveia, I. 2016. C. M. C. Mapa de Fragilidade Ambiental como auxílio para o Planejamento Urbano e Gestão de Recursos Hídricos. Fórum Ambiental da Alta Paulista, 2016. São Paulo Brasil.
Franco, G. B.; Betim, L. S.; Marques, E. A. G.; Gomes, R. L.; Chagas, C. S. 2012. Relação qualidade da água e fragilidade ambiental da Bacia do Rio Almada, Bahia. Revista Brasileira de Geociências, v. 42, n. 1, p. 114-127, 2012. Disponível em<: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/77716/1/Relacaoqualidade-da-agua-e-fragilidade-ambiental-da-Bacia-do-Rio-Almada.pdf> Acesso em: set, 2019.
G1 ES. 2021. Idaf realiza operação para coibir desmatamento em Santa Teresa, ES. Disponível em<<https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2020/12/22/idaf-vai-embargar-areas-de-construcao-e-desmatamento-ilegal-em-santa-teresa-es.ghtml>>. Acesso em 14 jan 2021.
GEOBASES – Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo. 2017. Mapa das Ottobacias - ES nível 04 nos formatos PDF e JPG, shapefile e publicação no DIO-ES de 28/12/2007 com a Resolução CERH Nº 019/2007, de 13/11/2007. Disponível em:<https://geobases.es.gov.br/links-para-mapas> Acesso em: set. 2019.
GEOBASES – Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo. Disponível em: <http://www.geobases.es.gov.br/portal/>. Acesso em: 12 out. 2020.
GEOBASES – Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo. Limites Municipais do ES. Disponível em:< https://ide.geobases.es.gov.br/layers/geonode:idaf_limite_municipal_2018_11> Acesso em: set. 2019.
GEOBASES – Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo. Mapeamento ES - 2012-2015 - Uso e Cobertura do Solo. Disponível em:< https://geobases.es.gov.br/links-para-mapes1215>. Acesso em: jul. 2020.
GEOBASES – Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo. Solos ES – 2016. Disponível em:< https://ide.geobases.es.gov.br/layers/geonode:solos_es_2016> Acesso em: set. 2020.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2019). BC250 - Unidade da Federação - 1:250 000 – 2017. Disponível em:https://www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/bases-cartograficas-continuas/15759-brasil.html?=&t=downloads> Acesso em: set. 2020.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Base Cartográfica Vetorial Continua do Estado do Espírito Santo - 1:100.000 (BC100_ES). Shapefile Hidrografia. Disponível em:< https://geoftp.ibge.gov.br/cartas_e_mapas/bases_cartograficas_continuas/bc100/espirito_santo/shapefile/> Acesso em: set. 2020.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2005. Resolução IBGE nº 1/2005 que altera a caracterização do referencial geodésico brasileiro, passando a ser o SIRGAS-2000. 2005.
ICMBIO – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Sistema Informatizado de Monitoria de RPPN. 2021. Disponível em: < https://sistemas.icmbio.gov.br/simrppn/publico/rppn/ES/?nome=&proprietario=&municipio=4240>. Acesso em 11 jan. 2021.
IDAF – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo. 2021. Idaf realiza operação para coibir desmatamento em Santa Teresa. Disponível em << https://www.es.gov.br/Noticia/idaf-realiza-operacao-para-coibir-desmatamento-em-santa-teresa>>. Acesso em 14 jan 2021.
IEMA – Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ortofotomosaicos 2007/2008.
IJSN – Instituto Jones dos Santos Neves. Sistema Rodoviário do ES. 2019. Disponível em:< http://www.ijsn.es.gov.br/mapas/>. Acesso em: ago. 2020.
Marañón, G., Mulgado, I. P.; Rodríguez, A. A. 2021. Impacto ambiental del vertido de residuales en la cuenca hidrográfica Guaos-Gascón de Santiago de Cuba. Revista Cubana de Química, 32(1), 154-171. 2020. Disponível em: <http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S222454212020000100154&lng=es&tlng=es>. Acesso em 12 dez. 2020.
MMA – Ministério do Meio Ambiente. Áreas Especiais - Unidades de Conservação. Disponível em:< http://mapas.mma.gov.br/i3geo/datadownload.htm> Acesso em: abri. 2020.
Paixão, M. V. S.; Paixão, G. P.; Venzel, S. M. 2014. Qualidade das Águas do Rio Santa Maria. In: III Simpósio da Biodiversidade Mata Atlântica. Santa Teresa/ES. SIMBIOMA, 2014.
Paredes, D., Cellini, J. M.; Lencinas, M. V.; Parodi, M.; Quiroz, D.; Ojeda, J.; Farina, S.; Rosas, Y. M.; Pastur, G. 2020. Influencia del paisaje en las cortas de protección en bosques de Nothofagus pumilio en Tierra del Fuego, Argentina: Cambios en la estructura forestal y respuesta de la regeneración. Revista Bosque (Valdivia), 41(1), 55-64. Disponível em: <https://dx.doi.org/10.4067/S0717-92002020000100055>. Acesso 15 dez. 2020.
PARH Santa Maria do Doce. 2010. Plano de Ação de Recursos Hídricos da Unidade de Analise Santa Maria do Doce, 2010.
Peixoto, C. S.; Silva, C. A.; Mattos, S. H. V. L.; Boin, M. N. 2018. Fragilidade potencial e emergente no município de Ivinhema (MS). Revista Eletrônica da Associação dos Geógrafos Brasileiros, Seção Três Lagoas, v. 1, p. 9-30, 2018. Disponível em:< https://periodicos.ufms.br/index.php/RevAGB/article/view/5934/0> Acesso em: set. 2019.
Periçato, A. J.; Souza, M. L. 2019. O Estudo da Fragilidade Potencial e Emergente na Bacia Hidrográfica do Rio das Antas, Noroeste do Paraná. Caderno de Geografia, v.29, n.59, 2019. Disponível em: <https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2019v29n59p1064>. Acesso em 04 dez. 2020.
Pimentel, T. B. 2019. Fragilidade potencial e emergente do relevo de Vitória–ES: subsídios para gestão de riscos e desastres em ambiente urbano. 2019. 81 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Geografia) – Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2019.
Pinto, N. G. M.; Coronel, D. A.; Lopes, M. M.; Silva, R. A. 2013. A degradação ambiental no Brasil: uma análise das evidências empíricas. In: Anais do 1º Seminário de Jovens Pesquisadores em Economia e Desenvolvimento; 2013; Santa Maria.
Porto, M. F. A.; Porto, R. L. L. (2008). Gestão de bacias hidrográficas. Estudos Avançados, 22 (63), 43-60. 2008. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-40142008000200004>. Acesso em 04 Jan 2021.
Ramos, A. L. D.; Coelho, A. L. N. 2019. Avaliação da fragilidade ambiental na bacia hidrográfica do Rio Jacaraípe e APA da Lagoa Jacuném, Serra - ES. CIÊNCIA GEOGRÁFICA, v. XXIII, p. 1-334, 2019.
Ross, J. L. S. 1994. Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais e antropizados. In: Revista do Departamento de Geografia n°8, FFLCH-USP, São Paulo, 1994.
Ross, J. L. S. 2006. Ecogeografia do Brasil: subsídios para o planejamento ambiental. São Paulo: Oficina de textos, 2006.
Santos, J. R. U.; Marchioro, 2020. E. Análise empírica da fragilidade ambiental da bacia hidrográfica do rio Duas Bocas, Espírito Santo, Brasil. Revista do Departamento De Geografia, v. 39, p. 72-87, 2020.
Spörl, C. 2001. Análise da fragilidade ambiental relevo-solo com aplicação de três modelos alternativos nas altas bacias do Rio Jaguari - Mirim, Ribeirão do Quartel e Ribeirão da Prata. 159 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.
Spörl, C.; Ross, J. L. S. 2004. Análise comparativa da fragilidade ambiental com aplicação de três modelos. GEOUSP: Espaço e Tempo, São Paulo, n. 15, p. 39 – 49, 2004.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 Rubyana dos Santos Vieira, Elvis Pantaleão Ferreira, Fernando Cartaxo Rolim Neto, Ednaldo Miranda de Oliveira, Salatiel Ewen Braga

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam na Revista Brasileira de Geografia Física concordam com os seguintes termos:
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (exemplo: depositar em repositório institucional ou publicar como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão para disponibilizar seu trabalho online antes ou durante o processo editorial, em redes sociais acadêmicas, repositórios digitais ou servidores de preprints. Após a publicação na Revista Brasileira de Geografia Física, os autores se comprometem a atualizar as versões preprint ou pós-print do autor, nas plataformas onde foram originalmente disponibilizadas, informando o link para a versão final publicada e outras informações relevantes, com o reconhecimento da autoria e da publicação inicial nesta revista.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.






