Análise da Dinâmica de Uso e Cobertura da Terra na APA Triunfo do Xingu (Pará) entre os anos de 2008 e 2020

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.2.p1461-1474

Palavras-chave:

Paisagem, Uso da terra, Meio ambiente

Resumo

A pressão da ação humana sobre a superfície terrestre. O estudo analisa a integridade da APA Triunfo do Xingu (APTX), com base na dinâmica do desmatamento entre os anos 2008-2020 e dados dos projetos de mapeamento de cobertura do solo PRODES e CLASSE TERRA. Estratos divididos em quadrantes (A, B, C, D) e Buffers (1-2-3) de 8 km ajudaram a verificar a evolução do desmatamento, que seguiu a orientação E-W (Leste- Oeste), como sustenta São Félix do Xingu o maior rebanho bovino do estado do Pará e uma fronteira agrícola com a mesma dinâmica. Diferenças significativas no desmatamento acumulado desde 2008 foram observadas entre os quadrantes. Em 2014, o quadrante C apresentou o maior percentual de área desmatada (415,87 km²), D (67,79 km²), em 2020 A (876,10 km²). De modo geral, foram observadas alterações na paisagem próxima à APATX no ano de 2014, na classe “Pastagens Herbáceas e Arbustivas Cultivadas” (2.896,42,71 Km²); em 2020, “Agricultura Semiperene” e “Cultura Agrícola Temporária” ( 8.800km²). Os dados indicam que o desmatamento na APTX acompanhou a transição da dinâmica do uso do solo, com a substituição das culturas temporárias pelas perenes, e as políticas públicas implementadas ao longo do tempo e a perda da cobertura vegetal não deixaram de ocorrer, mas consideramos que a sua criação conseguiu para reduzir certos encargos ambientais. Uma alternativa para mitigar esses problemas seria a implementação do plano de manejo da APTX.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marília Gabriela Lopes da Silva, UFPA

UFPA

Beatrice Christine Piedade Pinho, UFPA

Graduada em Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Federal do Pará. Especialista em Gestão, Consultoria, Auditoria, Perícia e Fiscalização Ambiental (Faculdade Estácio de Belém ). Tem experiência na área de Cartografia com ênfase em Geoprocessamento, Sensoriamento Remoto e SIG. Desenvolve atividades com a aplicação das Geotecnologias para a gestão, monitoramento e fiscalização ambiental.

Sérgio Luis Barbosa da Silva , SEMAS

Mestre em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade do Estado do Pará (PPGG/UEPA), Especialista em geoprocessamento e Georreferenciamento de Imoveis Rurais pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA),  Graduado em licenciatura e bacharelado em Geografia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) com experiência em Geoprocessamento, Sensoriamento Remoto e participação em projetos de cunho ambiental em comunidades Amazônicas. 

Rodrigo Rafael Souza de Oliveira, UEPA

outor em Ciências Ambientais do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais. Mestre em Ciências Ambientais pelo Instituto de Geociências (UFPA). Especialista em Geoprocessamento e Georreferenciamento pela Universidade Cândido Mendes. Possui Licenciatura Plena e Bacharelado em Geografia da Faculdade de Geografia e Cartografia, da Universidade Federal do Pará. Professor da Universidade do Estado do Pará (UEPA). Atua como professor do Curso de Pós- Graduação Lato Sensu em Ensino de Geografia na Amazônia (UEPA). É Coordenador Geral do Campus X da UEPA. Líder do Grupo de Estudos e Observação Espacial, Socioambiental e Climática da Amazônia (GEOESCA). Editor-Administrativo da Revista Comunicação Universitária (RComU/CCSE/UEPA). Coordenador de Área do PIBID-Geografia (Campus X). Desenvolve atividades junto a grupos de trabalho e projetos de pesquisa científica na grande área da Geografia Física e Cartografia.

Ricardo Jorge Amorim de Deus , UFPA

Professor Adjunto no Instituto de Ciências Biológicas/ICB e no Instituto de Tecnologia/ITEC da Universidade Federal do Pará/UFPA, Professor Permanente nos Programas de Pós-Graduação Profissional: PPG Ciências e Meio Ambiente/PPGCMA e PPG Recursos Hídricos/PPGRH. Pós-Doutorado em Engenharia Ambiental no Maretec - Marine Environment and Technology Center do Instituto Técnico de Lisboa/IST- Universidade Técnica de Lisboa/UTL-Portugal (2019-2020). Doutorado em Química com ênfase em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal do Pará/UFPA (2012) e Doutorado Complementar no Departamento de Engenharia do Ambiente da Universidade Técnica de Lisboa/UTL-Portugal (2010-2012). Atualmente, Coordenador dos Grupos de Pesquisa/CNPQ/UFPA: Laboratório de Pesquisa em Meio Ambiente e Conservação/LaPMAC; GeotecCarbon - Centro de Geotecnologia e Inovação do Carbono da Amazônia; LaQuaPol - Laboratório de Qualidade da Água e Controle de Poluição. Pesquisador Associado do Marine Environment Technology Center/MARETEC da Universidade Técnica de Lisboa/UTL-Portugal e Pesquisador Colaborador do Instituto Evandro Chagas/IEC/SEAMB. Formações Adicionais: Mestrado em Química com ênfase em Biotecnologia Ambiental e Estatística Aplicada (2008), graduações em Química (2005) e Matemática (2000) pela Universidade Federal do Pará.

Referências

ADAMI, Marcos et al. 2017. “A Confiabilidade Do PRODES: Estimativa Da Acurácia Do Mapeamento Do Desmatamento No Estado Mato Grosso. Anais Do Simpósio Brasileiro De Sensoriamento Remoto, 2017: 4189–96. Disponível em: https://proceedings.science/sbsr/papers/a-confiabilidade-do-prodes--estimativa-da-acuracia-do-mapeamento-do-desmatamento-no-estado-mato-grosso. Acessado em 20/05/2023.

BECKER, B. Amazônia. 3ª. ed. São Paulo: Ática, 1994.

BERTRAND, Georges. Paisagem e geografia física global: Esboço metodológico. R. RA’E GA, Curitiba, n.8, p. 141-152, 2004. Editora UFPR

GONÇALVES, D. L. (2014). Monitoramento de Áreas de Proteção Ambiental através de Indicadores de Sustentabilidade.

IMAZON. Ameaça e pressão de desmatamento em áreas protegidas: SAD de janeiro a março de 2022. Disponível em : .https://imazon.org.br/imprensa/apa-triunfo-do-xingu-no-para-foi-a-area-protegida-da-amazonia-mais-pressionada-pelo-desmatamento-no-primeiro-trimestre/. Acessado em 15/08/2023.

IDEFLORBIO. Disponível em: https://ideflorbio.pa.gov.br/unidades-de-conservacao/12/apa-triunfo-do-xingu. Acessado em 10/05/2023.

O ECO. Amazônia já perdeu área equivalente a duas cidades de Curitiba em 2023. Disponível em: https://oeco.org.br/noticias/amazonia-ja-perdeu-area-equivalente-a-duas-cidades-de-curitiba-em-2023/. Acessado em 05/09/2023.

REDE XINGU +. Alerta Mensal de desmatamento – abril 2022. Disponível em: https://ox.socioambiental.org/sites/default/files/202206/Alerta%20de%20Desmatamento%20Sirad%20X%20Abril%20de%202022.pdf. Acessado em 10/08/2023.

INFOAMAZONIA. Pecuária torna área protegida no Xingu campeã das queimadas. Disponível em: https://infoamazonia.org/2020/09/04/pastos-poem-apa-triunfo-do-xingu-novamente-no-topo-das-queimadas/. Acessado em 04/09/2023.

LEI Nº 112651. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acessado em 09/07/2023.

Lei N° 9985, de 18 de julho de 2000. SNUC. Disponível em : https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm. Acessado em: 09/07/2023.

COSTA. André Luis da. EFETIVIDADE DE GESTÃO DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL TRIUNFO DOXINGU: desafios de consolidação de uma Unidade de Conservação na região da Terra do Meio, Estado do Pará. Disponível em: https://www.ppgdstu.propesp.ufpa.br/ARQUIVOS/teses/TESES/2013/ANDRE%20LUIZ%20SOUZA%20DA%20COSTA.pdf. Acessado em 29/09/2023.

MOREIRA, Ruy. Pensar e Ser em Geografia: ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço geográfico. São Paulo: Contexto, 2007.

MENDONÇA, Francisco. Geografia Física: Ciência humana? São Paulo: Editora Contexto, 4ª edição, 1996. Coleção Repensando a Geografia.

PATERSON, J.H. Terra, trabalho e recursos. Zahar Editores S.A. Rio de Janeiro, 1982. 303 pgs.

VEYRET, Yvette. Os riscos: o homem como agressor e vítima do meio ambiente (organizadora). 2ª.ed. São Paulo: Contexto, 2013.

VIANA, Nildo. A teoria da população em Marx. In: FRAGMENTOS DE CULTURA. Goiânia, nov/dez, 2006. v. 16. pg. 1009-1023.

Downloads

Publicado

2024-10-07

Como Citar

Lopes da Silva, M. G., Piedade Pinho, B. C., Barbosa da Silva , S. L., Souza de Oliveira, R. R., & Amorim de Deus , R. J. (2024). Análise da Dinâmica de Uso e Cobertura da Terra na APA Triunfo do Xingu (Pará) entre os anos de 2008 e 2020. Revista Brasileira De Geografia Física, 18(2), 1461–1474. https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.2.p1461-1474

Edição

Seção

Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto

Artigos Semelhantes

<< < 116 117 118 119 120 121 122 123 124 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)