Comparing the ultraviolet index at sea level and altitude in six Chilean locations
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.3.p1714-1723Palavras-chave:
Outdoor activities, solar radiation, skin healthResumo
- Este estudo examina a variabilidade do Índice Ultravioleta (IUV) em diferentes altitudes no Chile, analisando medições simultâneas de IUV de seis estações meteorológicas localizadas tanto no nível do mar quanto em altitudes elevadas. As principais descobertas incluem:
- O IUV aumenta com a altitude: em todas as regiões estudadas, os níveis de IUV foram significativamente maiores em locais elevados do que em áreas costeiras. Por exemplo, as proporções de IUV entre locais de alta e baixa altitude variaram de 1,14 a 1,39, indicando até 39% mais exposição a UV em altitudes maiores.
- Altos valores de IUV em categorias de risco: mais de 50% das medições de IUV ultrapassaram o limite de alto risco em várias áreas de alta altitude. Na região do Atacama, mais de 60% dos valores de IUV excederam 11, considerado altamente prejudicial.
- Efeito da altitude no UVI: O efeito da altitude (AE), calculado como o aumento percentual no UVI por 1000 metros, variou de 5,7% a 11,6%, com valores mais altos em regiões com diferenças de altitude mais significativas.
Discrepâncias entre o UVI modelado e medido: O modelo de radiação ultravioleta e visível troposférica (TUV) superestimou os valores do UVI em 15–27% em condições de céu limpo, destacando a influência de fatores locais como cobertura de nuvens, aerossóis e refletância da superfície na exposição à RUV.
Esses resultados ressaltam a necessidade urgente de maior conscientização sobre os riscos de RUV em grandes altitudes, principalmente para aqueles envolvidos em atividades ao ar livre nessas regiões. O estudo defende iniciativas de saúde pública mais robustas para garantir proteção solar adequada em ambientes com alto nível de RUV.
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