Mudanças na Cobertura de Água e nas Vazões Fluviais decorrentes da instalação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.03.p1642-1663Palavras-chave:
Impactos Ambientais. Áreas de Inundação. Trecho de Vazão Reduzida. Igapó. Fauna Aquática.Resumo
A geração de energia hidrelétrica é conhecida como uma fonte limpa de eletricidade, mas está associada a diversos impactos socioambientais, como alterações na dinâmica da paisagem e nos fluxos dos rios, que afetam a vida das comunidades tradicionais. Nesse contexto, estudos voltados à análise de mudanças nas áreas de cobertura de água e nas vazões fluviais em rios impactados por barragens são importantes para identificar essas alterações e relacioná-las aos impactos no meio abiótico e, consequentemente, biótico. Assim, este estudo teve como objetivo identificar mudanças nesses dois aspectos no rio Xingu, onde está localizada a Usina Hidrelétrica de Belo Monte (UHBM). Para isso, foram utilizados dados do Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas), referentes à cobertura de água, além de dados de vazão da Agência Nacional de Águas (ANA). Os resultados mostraram diferenças na cobertura de água nas localidades a montante, a jusante e no rio Bacajá entre os períodos Antes, Durante e Após a instalação da UHBM. Da mesma forma, as vazões diminuíram mais de 80% quando comparados os trechos Impactado e Não Impactado. Com base nos resultados, concluiu-se que o barramento do rio Xingu provocou alterações hidrológicas na cobertura de água e nas vazões, as quais estão relacionadas aos impactos no ecossistema local.
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