Caracterização Fisiográfica e Suscetibilidade a Enchentes da Bacia Hidrográfica do Igarapé São Francisco, Rio Branco, Acre

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.03.p1528-1543

Palavras-chave:

análise fisiográfica, vulnerabilidade a enchentes, Igarapé São Francisco, Rio Branco

Resumo

O presente estudo tem como objetivo caracterizar fisiograficamente a bacia hidrográfica do Igarapé São Francisco (BHISF), localizada na cidade de Rio Branco, Acre, e avaliar sua suscetibilidade a enchentes por meio de análise morfométrica e indicadores hidrológicos. Utilizando ferramentas de geoprocessamento, como o QGIS e o Modelo Digital de Elevação Copernicus Global DEM, foram estimados diversos parâmetros fisiográficos, como coeficiente de compacidade, fator de forma, declividade, densidade de drenagem, sinuosidade e rugosidade. Os resultados indicam que a bacia possui forma alongada, baixa declividade e rede de drenagem pouco densa, características que apontam para baixa suscetibilidade a inundações repentinas, mas maior propensão a cheias prolongadas. Os indicadores de declividade média dos rios (0,205%) e de suscetibilidade a enchentes (0,374 km/km²) confirmam essa tendência. Os achados fornecem subsídios importantes para o planejamento urbano e a gestão de riscos ambientais na região, especialmente diante das mudanças climáticas, da expansão urbana desordenada e das alterações na forma de ocupação e uso do solo.

Palavras-chave: análise fisiográfica; vulnerabilidade a enchentes; Igarapé São Francisco; Rio Branco.

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Biografia do Autor

Carolina de Lima Accorsi Montefusco, Universidade Federal do Acre

Atualmente servidora pública federal, exerce o cargo de Tecnólogo - Área Construção Civil, Técnica Responsável pelo Laboratório de Hidráulica e Saneamento do Curso de Bacharelado em Engenharia Civil da Universidade Federal do Acre. Engenheira Civil (UFAC - 2013); Mestrado em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia (PPGCITA/UFAC - 2022). Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia – Rede BIONORTE pela Universidade Federal do Acre.

Fernanda Lima Rocha, Universidade Federal do Acre

Graduação em engenharia civil pelo Centro Universitário Uninorte (2023) e especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia (PPGCITA) pela Universidade Federal do Acre.

Henrique Paulo Silva de Melo, Universidade Federal do Acre

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Acre (UFAC), Campus Floresta, atua nas áreas de Ecologia Aquática e de Paisagem. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia (PPGCITA) pela Universidade Federal do Acre.

Girlene Lima de Araújo, Universidade Federal do Acre

Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade da Amazônia Ocidental (2011). Pós Graduada em Direito Ambiental e Urbanístico pela Universidade Anhanguera-Uniderp (2013) e Pós Graduada em Engenharia de Segurança do Trabalho pela faculdade Meta (2017). Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia (PPGCITA) pela Universidade Federal do Acre.

Adcleides Araújo da Silva, Universidade Federal do Acre

Possui Doutorado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2009), Mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003), Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007), Bacharelado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Acre (2000). Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Estruturas de Concreto, atuando principalmente nos seguintes temas: estabilidade estrutural, projetos estruturais e construções de edifícios. Docente do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Federal do Acre.

Ricardo Ribeiro do Nascimento, Universidade Federal do Acre

Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Acre (2001), mestrado em Engenharia Civil pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (2005) e doutorado em Saneamento Meio Ambiente e Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente é professor adjunto do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Federal do Acre. Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em geotecnia.

José Genivaldo do Vale Moreira, Universidade Federal do Acre

Graduado em licenciatura plena em Matemática pela Universidade Federal do Acre (2004). Possui Doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Universidade Federal de Minas Gerais (2016), na linha de pesquisa de modelagem de processos hidrológicos. Atualmente é Professor da Universidade Federal do Acre. Tem experiência na área de Estatística e Hidrologia Estatística. Docente do Programa de Pós-graduação em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia (CITA), do Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais e do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia – Rede BIONORTE.

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Publicado

2026-07-16

Como Citar

Montefusco, C. de L. A., Lima Rocha, F., Silva de Melo, H. P., Lima de Araújo, G., Araújo da Silva, A., Ribeiro do Nascimento, R., & do Vale Moreira, J. G. (2026). Caracterização Fisiográfica e Suscetibilidade a Enchentes da Bacia Hidrográfica do Igarapé São Francisco, Rio Branco, Acre. Revista Brasileira De Geografia Física, 19(03), 1528–1543. https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.03.p1528-1543

Edição

Seção

Hidrogeografia e Recursos Hídricos

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