Diálogo entre os estudos pós-coloniais e o feminismo latino-americano na compreensão do patriarcado na constituição da América Latina

Autores

  • Aline Renata dos Santos Mestra em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco. Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco. Professora substituta do curso de pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco Campus Agreste.
  • Janssen Felipe Da Silva Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.51359/2179-7501.2018.236461

Palavras-chave:

Patriarcado. Estudos Pós-coloniais. Feminismo Latino-americano.

Resumo

O artigo realiza um diálogo entre os Estudos Pós-coloniais (Grosfoguel, 2008; Mignolo, 2011; Quijano, 2005) e o Feminismo Latino-americano (Lugones, 2008; Paredes, 2011; Saffioti, 2015) para analisar o patriarcado como elemento constitutivo da América Latina, que sobrevive através das heranças coloniais, e compreender os novos desafios de luta e mobilização política de enfrentamento ao patriarcado. Este diálogo é relevante uma vez que as heranças coloniais que assolam às mulheres têm o seu cerne no patriarcado colonial-moderno, que impôs às mulheres da Abya Yala[1] e da África à condição de não sujeitos. Essa imposição consolidou um modelo de organização político-social referenciado no homem-branco-heterossexual-patriarcal-cristão. Tal organização não só estabeleceu um modo de ser mulher, como também gerou hierarquias intragênero que possuem como termômetro os marcadores de raça-etnia, classe social, território, sexualidade que ao se interseccionarem intensificam às subalternizações.

 

[1] Segundo Porto-Gonçalves (2009, p. 25), “significa Terra em florescimento e é sinônimo de América”.

Biografia do Autor

Janssen Felipe Da Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco, Professor Adjunto da Universidade Federal de Pernambuco, Brasil, 2007

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Publicado

09-12-2018