Um breve retorno à disputa entre universalismo e relativismo
DOI :
https://doi.org/10.51359/2179-7501.2021.250870Résumé
Desde seu início, o MAUSS (Movimento AntiUtilitarista nas Ciências Sociais) tem estado em busca de um relativismo cultural aceitável. Um de seus pontos de partida - além da crítica ao utilitarismo e da referência ao Ensaio sobre o dom de Mauss – foi um apelo ao outro que fiz, com Gérald Berthoud, e, com Serge Latouche, uma crítica à ocidentalização do mundo e, portanto, às pretensões do Ocidente de impor seu universalismo em toda parte, a começar pelo universalismo da economia de mercado e o imperativo do desenvolvimento. Mas como podemos defender o ideal democrático - e a fortiori uma certa ancoragem à esquerda - enquanto professamos a ideia de igual valor ou dignidade de todas as culturas, sabendo que muitos estão longe de defender a democracia (e não vamos nem falar de igualdade entre homens e mulheres)? Deveríamos dizer que o que é bom para nós não é bom para eles - e vice-versa - e parar por aí, dizendo a nós mesmos que assim, cada um ficando em casa, as vacas serão bem cuidadas? Mas, mesmo supondo que esta posição seja, em princípio, defensável, não se esbarra no fato de que no final não sabemos muito bem quem somos "nós" e quem são "eles"? Que nem "nós" nem "eles" são dotados de identidade e homogeneidade suficientes para serem facilmente identificáveis. Que existem eles em nós e nós neles.
Références
JULLIEN, François. Il n’y a pas d’identité culturelle, Paris, L’Herne, 2016, 104 p.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
© Revista de Estudos AntiUtilitaristas e PosColoniais 2021

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d’Utilisation Commerciale 4.0 International.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com o intuito de manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores;
As opiniões emitidas pelos autores são de sua exclusiva responsabilidade
Os direitos autores para artigos publicadoss nesta são dos autores, com direitos de primeira publicação para a REALIS. Todos o contéudo da revista, com exceção de caos especificamente declarados, é licenciado sob licença Creative Commons CC Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional. Devido à política de acesso aberto da Revista, todos os artigos são gratuitos e livres para uso, com atribuição apropriada, para fins educacionais e não-comerciais.