Decolonialidade e educação como devir: avanços e impedimentos da lei 11.645/08

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2179-7501.2022.253542

Palavras-chave:

Lei11.645/08, Epistemologia do sul, colonialidade, racismo epistêmico

Resumo

Este artigo propõe uma análise bibliográfica da formação docente na Licenciatura de História da Universidade de Brasília (UnB), em 2015 e uma reflexão acerca do currículo escolar quanto ao tratamento da questão indígena, na perspectiva teórico-política decolonial, especialmente a partir de Aníbal Quijano e Boaventura de Sousa Santos. Busca-se refletir os efeitos do colonialismo na construção do saber, por meio dos conceitos de colonialidade do saber e epistemologias do sul. Busca refletir os avanços e impedimentos envoltos à efetividade da Lei 11.645/08, marco na superação da narrativa histórica e de desigualdades que envolvem grupos originários. Contudo, a efetividade da Lei ainda é uma reivindicação pois, no universo educacional, a Lei é marcada por silenciamentos e ausências e, quando aplicada, permeada por lógicas coloniais, seja nos currículos da Educação Básica e superior ou na perpetuação de estereótipos em materiais didáticos, na formação docente, dentre outros.

Biografia do Autor

Aline Nóbrega de Oliveira, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Mestranda em História pela Universidade de Brasília — PPGHIS/UNB — Brasília, DF. Pós-graduanda no curso de Especialização em Ensino de Sociologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) — Mato Grosso do Sul, MS.  E-mail de contato: alinenobrega.unb@gmail.com.br Lattes: http://lattes.cnpq.br/1965567037580424.

Patrícia Benedita Aparecida Braga, Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul

Patrícia Benedita Aparecida Braga; e-mail: bragapba@gmail.com. Doutora em Ciência Política. Professora da Pós-Graduação em Políticas Públicas, Cultura e Sociedade (Paranaíba) - UEMS. Lattes: http://lattes.cnpq.br/0569884644750105

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Publicado

02-03-2023

Edição

Seção

I. Colonialidade na fronteira do conhecimento aplicado