Modernidade eurocêntrica idealizada no crivo da crítica Pós-Colonial
DOI:
https://doi.org/10.51359/2179-7501.2022.254213Palavras-chave:
modernidade, América Latina, critica pós-colonialResumo
Esse artigo tece reflexões sobre o uso do conceito "moderno" na América Latina, que comumente está associado à evolução espacial e temporal da Europa Ocidental e América do Norte. Em virtude disso essa interpretação envolve uma concepção idealizada e evolucionista da modernidade, que se encontra fora da região ou, se dentro da América Latina, em algum momento no futuro. A consequência disso é que o conceito de modernidade tende a ser útil na descrição e prescrição de um possível futuro da América Latina, não o seu presente. O objetivo desse artigo é problematizar o conceito de modernidade, importado e associado ao paradigma evolucionista, destacando as perspectivas críticas e alternativas do debate latino-americano, cuja contribuição traz novas e instigantes descobertas. Ao final traz a sugestão de utilizar tipos ideais de modernidade na América Latina, visando transgredir a ideia de singularidade e de uniformidades.
Referências
Acosta, A. (2016). O Bem Viver – Uma oportunidade para imaginar outros mundos. Editora Autonomia: Literária Editora Elefante.
Bhabha, H. (1994). The Location of Culture. London & New York: Routledge.
Conrad, S., und Randeira, S. (Orgs. (2002). Jenseits des Eurozentrismus. Postkoloniale Perspektiven in den Geschichts- und Kulturwissenschaften. Frankfurt am Main, New York: Campus.
Costa, S.; Boatca, M.(2010). La sociología poscolonial. Estado del arte y perspectivas. Estudios Sociológicos, 28 (83), 2010, p. 335-35.
Costa, S. (2018). The research on modernity in Latin America: Lineages and dilemmas. Current Sociology, p. 838–855.
Cusicanqui, S. (2010). Ch’ixinakax utxiwa. Una reflexión sobre prácticas y discursos descolonizadores. Buenos Aires: Tinta Limón, Pinturas.
Cusicanqui, S. (2015). Sociología de la imagen: ensayos. Buenos Aires: Tinta Limón.
Domingues, J. (2016). Questões Sociais Existenciais, Tendências de Desenvolvimento e Modernidade. Dados - Revista de Ciências Sociais, 59 (1), p. 203-231.
Eisenstadt, S. N. (2000). Die Vielfalt der Moderne. Weilerswist: Velbrück Wissenschaft.
Feres Júnior, J. Introdução a uma crítica da modernidade como conceito sociológico. In: Revista Mediações (UEL), 15, p. 28-41.
Freyre, G. (2002). Casa Grande & Senzala. 46ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Record.
Holanda, S. (1995). Raízes do Brasil. 26ª edição. São Paulo: Companhia das Letras.
Knöbl, W. (2015). Reconfigurações da teoria social após a hegemonia ocidental. In: Revista brasileira de Ciências Sociais. 30 (87), p. 5-18.
Leanza, M.; Paul, A. (2021). Kolonialismus und globale Moderne. Jenseits der Vereinfachungen. Soziologie, 50 (2), p. 150–165.
Martins, J. (2000). A sociabilidade do homem simples: cotidiano e história na modernidade anômala. São Paulo, Hucitec.
Mascareño, A. (2010). Soziologische Erkenntnisblockaden und der lateinamerikanische Weg der Moderne. Leviathan, 26, p. 336-356.
Meinhof, M. (2020). Postkoloniale Soziologie oder Soziologie des Kolonialismus? Irritationspotentiale postkolonialen Denkens für die Soziologie. Soziologie, 49 (4), p. 410–422.
Prado Júnior, C. (2001). Formação do Brasil contemporâneo: colônia. 23ª Edição. São Paulo: Ed. Brasiliense.
Quijano, A. (2000). Coloniality of Power, Eurocentrism, and Latin America. Nepantla: Views from South, 1, p. 533–580.
Quijano, A. (1992). Colonialidad y modernidad/racionalidade. In: Perú Indígena, Lima, 12 (29), p.11-20.
Quijano, A. (2005). Dom Quixote e os moinhos de vento na América Latina. In: Estudos avançados, 19 (55), p.9-31.
Souza, J. (1998). A ética protestante e a ideologia do atraso brasileiro. Revista Brasileira de Ciências Sociais. 13 (38), p. 1-20. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v13n38/38jesst.pdf. Acesso: 10.05.2021.
Tavolaro, S. (2005). Existe uma modernidade brasileira? Reflexões em torno de um dilema sociológico brasileiro. Revista Brasileira de Ciências Sociais. 20 (59), p. 5-22.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Revista de Estudos AntiUtilitaristas e PosColoniais

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com o intuito de manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores;
As opiniões emitidas pelos autores são de sua exclusiva responsabilidade
Os direitos autores para artigos publicadoss nesta são dos autores, com direitos de primeira publicação para a REALIS. Todos o contéudo da revista, com exceção de caos especificamente declarados, é licenciado sob licença Creative Commons CC Atribuição Não Comercial 4.0 Internacional. Devido à política de acesso aberto da Revista, todos os artigos são gratuitos e livres para uso, com atribuição apropriada, para fins educacionais e não-comerciais.